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Descobertas culturas resistentes à seca | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A engenharia genética poderá contribuir para combater os efeitos da seca, criando plantas resistentes à falta de água. Cientistas na Finlândia e Estados Unidos descobriram um gene que controla o dióxido carbono absorvido pelas plantas e ao mesmo tempo regula a quantidade de vapor de água libertado para a atmosfera. Esta descoberta poderá ser a chave para a produção de culturas capazes de sobreviverem em tempo de seca. Este grupo de cientistas finlandeses e americanos acredita que modificando um gene será possível aumentar a produção alimentar em condições secas. Um dos cientistas, o professor Jaakko Kangasjarvi, disse que descobriram um gene com uma proteína que regula as células guardas dos estomas e dos poros e que controlam as trocas gasosas entre as folhas das plantas e a atmosfera. Esse gene associado aos estomas pode ser manipulado para permitir que essa planta sobreviva por mais tempo, cresça mais depressa ou seja mais eficaz no consumo de água. Marco histórico Num clima extremamente seco, uma planta pode perder 95% da sua água pelos poros das folhas. Há décadas que os cientistas procuravam encontrar o gene responsável pelo controlo dos estomas que regulam as trocas gasosas. Um dos revisores do artigo que enviado para a revista Nature disse que a descoberta era um marco histórico na biologia dos estomas. Mas o professor Jakko Kangasjarvi, da Universidade de Helsínquia, diz que esta descoberta é apenas um primeiro passo de uma longa caminhada. As experiências até agora têm-se centrado em vários tipos de agriões mas os cientistas dizem que os mecanismos genéticos subjacentes são idênticos em muitas plantas alimentares, incluindo o arroz. Os cientistas esperam no espaço de 20 anos poder comercializar estas novas técnicas para controlar o consumo de água pelas plantas. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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