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Sul de Angola ainda em alerta devido às chuvas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A província do Cunene, no sul de Angola, permanece em alerta laranja devido às cheias que assolam a região há dias, mas a situação está sob controlo, afirmam as autoridades. O carácter sasonal e esporádico das chuvas estão a tornar as consequências mais difíceis de prevêr, explicou à BBC o General Eugénio Laborinho, coordenador executivo da Comissão Nacional de Protecção Civil, mas a situação tende a normalizar-se. O Tenente-General afirmou que o governo central e as autoridades locais, com algum ajuda de ONGs nacionais e internacionais, têm estado a atender às populações afectadas, nomeadamento dos locais de abrigo temporário. Empresas de contrução têm estado a efectuar trabalhos de desassoreamento e a edificar barreiras de contenção, disse o General. Cunene Chuvas torrenciais já deixaram quase 27 mil pessoas desalojadas na província mais a sul de Angola, Cunene, e mataram mais de 20 mil cabeças de gado. Durante o fim-de-semana o número de casas e famílias afectadas manteve-se mais ou menos inalterado, afirmou o General Laborinho, que acrescentou entretanto que a situação relativamente ao gado se agravou devido à falta de pastos. A capital, a cidade de Ondjiva, é a região mais afectada; onde o nível das águas subiu cerca de dois metros. Várias localidades do Cunene estão debaixo de água ou isoladas. Cuando Cubango O General Laborinho, que acumula funções também de Comandante Nacional de Bombeiros, encontra-se agora no Cuando Cubango, onde caem também fortes chuvas, uma situação que levou as autoridades a colocar aquela província vizinha do Cunene em alerta amarelo. O General explicou que as autoridades se encontram agora a efectuar uma "operação de prevenção" nesta região, "em termos de apoio alimentar e assistência médica e medicamentosa". Para a província foi destacado um "contingente alimentar por ser considerada uma região vulnerável, de risco", adinatou. Apoio Em entrevista à BBC, Hou Sei Carlos, o gestor sénior de programas da ONG Oxfam em Angola, disse que, para além de Ondjiva, outros municípios foram afectados. "É difícil chegar-se a Ombadja, Kahama, Kwanhama, Cuvelai e Namacunde e Curoca, uma vez que todas vias que ligam estes municípios à capital provincial estão praticamente intransitáveis." Tendas Hou Sei Carlos disse ser necessários alimentação, tendas para acomodar os deslocados e equipamentos e instalações sanitárias. "O governo tinha disponibilizado algum material para se construirem algumas latrinas nos centros de deslocados mas o material não foi suficiente. Neste momento a Oxfam está a trabalhar com a Cruz Vermelha de Angola para darmos continuidade à construção de latrinas nesses centros." O General Azevedo Laborinho, coordenador da Comissão Nacional da Protecção Civil de Angola, afirma que a situação no Cunene está sob controlo. "Há um universo de mais de 26 mil deslocados, há muitas áreas inundadas, há trabalhos hidráulicos e de contenção dos diques, há a assistência às populações e operações de busca e salvamento dos sinistrados." Áreas de segurança O General Laborinho, que se encontra no terreno, disse também que continuam a evacuar as populações das zonas mais vulneráveis para áreas de maior segurança. "Estamos a levar as populações para áreas provisórias com tendas enquanto criamos lotes de terrenos mais altos e com maior segurança onde as pessoas possam viver quando acabar esta fase de emergência." O coordenador da Comissão Nacional da Protecção Civil de Angola disse também que algumas pessoas continuam a insistir em permanecer nas áreas sinistradas. "Há um trabalho de sensibilização, educação e mobilização por forma a retirarem-se essas pessoas das áreas onde se encontram. Para o General Laborinho, poucos têm memória de chuvas tão intensas na província do Cunene. "É muita água! Desde 1954 que não chovia assim nesta província. Durante o período de um ano a média de chuvas é de 450 milímetros, mas agora, de uma só assentada, temos diariamente mais de 700 milímetros de chuvas." Trata-se de uma repetição da situação verificada em Fevereiro, quando 10 mil pessoas ficaram sem casa em três províncias do sul de Angola. Na altura, fortes chuvas seguiram-se a um prolongado período de seca. | LINKS LOCAIS Ciclones preocupam autoridades moçambicanas14 Fevereiro, 2008 | Notícias Ameaça de epidemias em Moçambique24 Janeiro, 2008 | Notícias Centro de Moçambique ainda debaixo de água21 Janeiro, 2008 | Notícias Inundações alastram na África Austral14 Janeiro, 2008 | Notícias Apelos para ajuda às vítimas das cheias em África21 Setembro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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