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Centro de Moçambique ainda debaixo de água | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Às áreas de reassentamento, no centro do país, continuam a convergir as populações evacuadas das zonas de risco. Muitos perderam os seus haveres e lamentam a situação em que se encontram, mas no seu discurso, é visível a intenção de preservar o bem mais precioso de todos: a vida. Chama-se Ismael Levy, tem vinte e seis anos de idade e três filhos de tenra idade e a sua mulher, a Angelina, está grávida. A família Levy encontra-se numa das mais de duas dezenas de áreas de reassentamento que alojam ceca de 75 mil pessoas deslocadas e tragicamente unidas pelas inundações. "Saímos de canoa, atravessámos o Rio Zambeze e um outro mais pequeno. Havia muita corrente. Não saímos logo porque pensávamos que era chuva de comida." O Ismael pensou que a chuva, quando esta chegou, seria boa para as suas culturas e ficou.
"Ouvímos os avisos pela rádio mas pensávamos que havia ser como o ano passado. A minha machamba, a minha casa, cabritos, patos, galinhas e a bicicleta foram-se”. Mas o Ismael diz ter confiança no futuro desde que os desafios do presente sejam assumidos. “Vou passar a viver aqui nesta área de reassentamento e só regressar à minha zona de origem para fazer a minha machamba." E no final ficou o apelo: "Peço que me ajudem a matricular as crianças e apelo às pessoas para que abandonem as ilhas porque é um risco”. Ismael Levy, é apenas um caso humanos entre os mais de setenta mil moçambicanos deslocados pelas cheias que ciclicamente atingem principalmente o centro do seu país. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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