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Ameaça de epidemias em Moçambique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Moçambique, aproxima-se já da casa das 90 mil pessoas o número de deslocados devido às cheias. O facto foi confirmado quinta-feira pelo Centro Nacional Operativo de Emergências e está a ser recebido com preocupação devido à possibilidade de ocorrência de epidemias, com destaque para a cólera. Enquanto isso das àreas afectadas continuam a chegar relatos elucidativos do drama em que vivem actualmente dezenas de milhares de Moçambicanos. Salvar vidas, essa continua a ser a prioridade nesta fase. Daí o prosseguimento das operações de evacuação, algumas até mesmo, segundo nos informam, de natureza compulsiva e com recurso aos elementos das forças da lei e da ordem e doexército que integram a Unidade de Protecção Civíl. Abrigo e alimentos Mas com isso crescem também as necessidades nas àreas de reassentamento e campos de trânsito para os quais os deslocados são direccionados. Os últimos números dizem que já alí se encontram 80 mil e 270 pessoas. Abrigo e comida são as grandes prioridades mas organizações especializadas sublinham que ao ritmo a que os números estão a evoluir é urgente a tomada de medidas na àrea de provisão de àgua e cuidados de saneamento destinadas a prevenir a eclosão de doenças. Bruno Lab dos Médicos Sem Fronteiras, disse que “há um risco associado ao elevado número de pessoas num mesmo local de diarréias agudas e de um surto cólera. Sem uma intervenção rápida na àrea de saneamento o risco vai subir- afirmou, acrescentandio que "o acesso a àgua potável é deficiente e é uma situação difícil quando um posto de saúde tem subitamente de atender nove mil pessoas.A situação pode piorar” - concluiu o porta-voz dos MSF. Águas baixaram Uma das àreas afectadas pelas cheias é Machanga, à beira do Rio Save, que separa o sul do centro de Moçambique, e já na província de Sofala. Foi a 30 de Dezembro que as águas tomaram a vila. Alexandra Maria está à frente de um projecto local da organização Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo e recorda com mágoa a evacuação de meia centena de pacientes sob os seus cuidados: “Alguns doentes foram evacuados para a àrea de reassentamento outros foram para outras zonas seguras. Eles sofrem doenças crónicas. Estão ainda a receber tratamento mas o problema é alimentação. As águas já baixaram e a tendência das pessoas é regressar às suas casas mas já nos disseram que vem aí mais chuva só que não sabemos quando”. | LINKS LOCAIS Mais de 50 mil crianças sem escola23 Janeiro, 2008 | Notícias Os custos dos socorros em Moçambique22 Janeiro, 2008 | Notícias Centro de Moçambique ainda debaixo de água21 Janeiro, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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