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Última actualização: 22 Janeiro, 2008 - Publicado em 19:13 GMT
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Os custos dos socorros em Moçambique

Cheias em Moçambique
Vastas áreas cobertas de água (Foto World Vision)
São necessários 35 milhões de dólares para fazer avançar o plano de resposta a calamidades naturais, incluindo inundações.

As cheias que presentemente afectam o país já desalojaram mais de setenta e cinco mil pessoas, sobretudo na região central.

O montante permitirá perfazer o total de quarenta e três milhões de dólares necessários, como assegurou à BBC fonte do Centro Nacional Operativo de Emergências.

As cifras apresentadas pelo Governo, durante um encontro com parceiros internacionais, cobrem as actuais inundações e também os ciclones que todos os anos atingem o país.

Um total de 43 milhões de dólares é quanto se calcula custarem as acções de resposta e mitigação, bem como o processo de reassentamento das populações.

Segundo Belarmino Chivambo, porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência, há 8 milhões de dólares disponíveis, 3 do Orçamento Geral do Estado e o restante dos parceiros internacionais.

As Nações Unidas através do seu mecanismo interno estão a fazer um apelo para o apoio aos países da África Austral afectados pelas cheias, prevendo-se que 12 milhões se destinem a Moçambique.

"A partir daí ficaremos com o défice de 23 milhões de dólares mas contamos com apoio em espécie dos vários parceiros internacionais", afirmou Chivambo.

Vem aí mais chuva

Na bacia do Zambeze, onde têm ocorrido algumas das situações mais dramáticas provocadas por estas inundações, as águas tendem a baixar.

Ismael Levy
Deslocado constrói uma nova casa na área de reassentamento (Foto World Vision)

Isto deve-se à redução das chuvas e das descargas da barragem de Cahora Bassa a montante.

Esta terça-feira a travessia para Goli Goli tinha de ser feita por outros meios já que o caudal do rio se encontrava a um nível demasiado baixo para permitir a passagem de embarcações.

Isto pode criar entre as populações um falso sentido de segurança ou seja a falsa impressão de que o pior já terá passado.

Mas as autoridades continuam a manter o alerta vermelho pois há ainda muita chuva pela frente.

Por isso prosseguem as operações de evacuação das populações em risco não só ao longo do Zambeze como também dos rios do Save e do Búzi, sobretudo.

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