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Última actualização: 21 Setembro, 2007 - Publicado em 11:35 GMT
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Apelos para ajuda às vítimas das cheias em África
Vítimas das cheias
Cheias já obrigaram 600 mil pessoas a deixarem as suas casas
Agências humanitárias lançaram uma campanha para angariar fundos de asistência para as vítimas das fortes cheias que fustigaram vários países africanos.

As Nações Unidas dizem que as inundações, que causaram 250 mortos, estão a afectar pelo menos um milhão e meio de pessoas de uma ponta à outra do continente, entre eles cerca de 600 mil deslocados.

De acordo com as Nações Unidas há dezenas de países a necessitar de ajuda.

Gana

A área mais sériamente atingida foi o norte do Gana onde o Rio Volta galgou as margens depois de vários dias consecutivos de chuvas torrenciais, que inundaram terrenos agrícolas e destruíram colheitas.

Os apelos seguem-se a vistorias realizadas por membros do governo do Gana e das agências humanitárias ao norte do país onde o nível das águas já começou a baixar, mas onde muitas aldeias continuam isoladas e onde o único acesso se faz por intermédio de canoas.

Estas são, segundo muitos, as piores cheias de sempre nas regiões afectadas, que poucas semanas antes da chegada das chuvas sofriam de seca.

Mapa com áreas afectadas
Dezenas de países afectados de uma ponta a outra do continente

Mas não é só o Gana a sofrer com as cheias, a situação mostra-se também preocupante de uma ponta a outra do continente, afectando países como o Senegal, a Ocidente, e a Etiópia e o Sudão a Oriente.

Sudão

O coordenador da ajuda humanitária no sul do Sudão, David Gressley disse à BBC que as deficiências em termos de infraestrutura naquela região de África dificultavam ainda mais as operações de assistência:

"Primeiro que tudo temos dificuldade em chegar aos locais afectados porque há muito poucas estradas. Mesmo as que foram recentemente construídas foram afectadas pelas chuvas. Há pontes e estradas que se tornaram em verdadeiros pântanos", explicou Gressley.

O funcionário da ONU disse ainda que "as vias que permitem o abastecimento do sul do país estão cortadas e isso está a causar o aumento dos preços".

"Não há acesso com Cartum e o norte do país e esta região está a ficar cada vez mais isolada do resto do mundo", alertou o coordenador da ONU no Sudão, David Gressley.

Vítima das cheias
Há muitas aldeias isoladas e faltam mantimentos

Uganda

Também no norte e nordeste do Uganda cerca de 300 mil pessoas perderam as colheitas e muitas também as suas casas.

Só para o Uganda, o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas está a pedir ajuda na ordem dos 60 milhões de dólares.

A ONU diz que a prioridade agora é levar mantimentos até estas populações, tarefa que está a ser dificultada pela falta de acesso, pois em muitas localidades o acesso é apenas possível por via aérea.

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