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OMS quer maior investimento na saúde em Angola

Angolanos de um bairro pobre
A saúde materno-infantil está no centro das preocupações da OMS
O Director regional da OMS para África, Luís Gomes Sambo, defendeu esta terça-feira a canalização de mais recursos do estado angolano para o desenvolvimento da saúde pública.

Apesar das avultadas receitas públicas ao seu dispôr, quando comparado com outros países africanos da zona da SADC a que pertence, Angola é repetidamente apontada como sendo o país que menos verbas destina ao apoio dos sectores sociais, como a saúde e a educação.

Cinco anos após a guerra ter terminado esta tendência parece não se ter alterado muito.

Reparo

Isso mesmo parece ter ficado patente no reparo feito esta segunda-feira em Luanda pelo Director Regional da OMS para Africa, Luís Gomes Sambo.

Sambo fez questão de manifestar esta e outras reparações relacionadas com a situação sanitária do país ao próprio Presidente José Eduardo dos Santos com quem se avistou em Luanda.

Oportunidades
 Penso que o sector da saúde deveria aproveitar mais as oportunidades do crescimento económico do país.
LUís Gomes Sambo

À saída desta audiência e de forma muito diplomática, o Dr Luís Gomes Sambo, que já foi vice-ministro da Saúde em Angola, falou da necessidade do crescimento económico que se verifica em Angola ser melhor aproveitado por sectores como a saúde.

Sambo disse à imprensa que tinha trocado informações sobre o estado de saúde das populações em Angola e sobre as perspectivas para o melhoramento da saúde no país.

Serviços materno-infantis

'Em particular penso que o sector da saúde deveria aproveitar mais as oportunidades que se oferecem no quadro do crescimento económico do país.'

Observadores depreenderam desta observação do chefe da OMS para Africa, que o Governo angolano ainda não está a destinar as verbas de que país tem capacidade para o desenvolvimento da saúde pública.

Luís Gomes Sambo falou depois dos indicadores preocupantes que continuam a caracterizar a situação sanitária do país e que de forma mais dramática reflectem os níveis preocupantes de pobreza absoluta dos angolanos.

'Alguns indicadores de saúde ainda são preocupantes e temos perspectivas de melhorar o desempenho dos serviços de saúde, especialmente dos serviços materno-infantis e das doenças transmissiveis, especialmente a sida, o paludismo e a tuberculose.'

Cólera

A situação da epidemia da cólera que continua a fazer vítimas no país, parece ter sido uma das mais preocupações mais concretas que o DR da OMS para Africa fez chegar ao Presidente José Eduardo dos Santos.

Sambo indicou que cerca de 50% dos países africanos têm surtos de cólera.

Segundo o Director regional da OMS, o assunto vai merecer a atenção dos ministros da Saúde na próxima reunião do Comité Regional no mês de Agosto.

'Vamos ver se encontramos uma estratégia regional para se inverter a tendência actual da cólera na África sub-saariana.'

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