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Última actualização: 08 Junho, 2007 - Publicado em 03:00 GMT
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G8 alcança acordo sobre clima
Vladimir Putin, Angela Merkel e George W. Bush
Estados Unidos e Rússia estão ainda a considerar a proposta de Merkel.
Líderes mundiais que estão a participar na cimeira do G8 na Alemanha descreveram um acordo para combater as mudanças climáticas como um grande passo em frente.

Os líderes do G8 aceitaram a necessidade de acabar com o aumento das emissões de gases nocivos para a atmosfera e defazerem diminuições substanciais até ao ano 2050.

Seis dos oito governos, o Canadá, o Japão, a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha e a Itália, comprometeram-se a levar a cabo cortes até 50% nas emissões de carbono.

Os Estados Unidos e a Rússia não o fizeram mas concordaram em considerar esse objectivo cuidadosamente.

Todos os países do G8, incluindo os Estados Unidos empenharam-se em trabalhar através das Nações Unidas para um novo acordo que substitua o tratado de Kyoto em 2009.

A Chanceler alemã e anfitriã da cimeira, Angela Merkel, disse que os líderes prometeram considerar a sua proposta para uma redução de 50% nas emissões de carbono até 2050.

Acordo

Merkel designou o resultado das conversações como um sucesso.

"Este é um compromisso que encaro como um grande passo em frente. Todos os estados presentes concordaram que há necessidade de reduções obrigatórias nas emissões de carbono."

Na sua última cimeira do G8, o Primeiro Ministro britânico, Tony Blair, reconheceu que ainda há muito a fazer.

"A não ser que se consiga alcançar um acordo que inclua a América, a China e a Índia não será possível a redução das emissões que pretendemos."

Representantes de várias agências de ajuda humanitária estiveram a defender o combate ao aquecimento global na cimeira.

Um deles foi Charles Abani da Oxfam na Nigéria, que disse que os países africanos eram os mais afectados pelas mudanças climáticas.

"Em Moçambique as cheias acontecem agora em cada dois ou três anos e duzentas mil pessoas ficam desalojadas. No Quénia, as cheias costumavam acontecer em ciclos de quinze anos. Agora têm lugar todos os anos."

Abani acrescentou que é necessário apoio financeiro de compensação para que os países africanos mais afectados consigam lidar com o impacto das mudanças climáticas.

Críticos afirmam que os países do G8 deviam ter concordado em objectivos mais rígidos para o combate ao aquecimento global.

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