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Antigo chefe da Marinha de Guerra guineense baleado | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra da Guiné-Bissau, o Comodoro Lamine Mohamed Sanhá, foi baleado na sua residência na quinta-feira à noite, por indivíduos não identificados. Lamine Sanhá foi atingido por vários tiros e, apesar dos médicos terem dito que estava fora de perigo, o seu estado é considerado grave. O Doutor Lássana Indjassó, que operou Sanhá numa clínica privada de Bissau, disse que aquela unidade hospitalar não dispõe de equipamentos para a intervenção cirúrgica especializada que os ferimentos de Lamine Sanhá exigem. "O projéctil atingiu o estômago, o fígado e houve a fractura de duas costelas. É um caso muito grave". Por via de um comunicado emitido pelo Ministério do Interior, o governo guineense condenou o acto e prometeu tudo fazer para entregar à justiça os autores desta tentativa de assassinato. 'Acto terrorista' Para a Liga Guineense dos Direitos Humanos, tratou-se de 'um acto terrorista encomendado por indivíduos que procuram semear a violência para materializar os seus objectivos'. Foi o que me disse Luís Vaz Martins, o presidente da Liga. "Ninguém nos garante que na clínica onde está [Lamine Sanhá] terá condições bastantes para um cuidado médico apropriado. Mais do que isso, ninguém nos garente que alguém não venha concluir um trabalho mal acabado". A tentativa de assassinato de Lamine Sanhá, detido por várias vezes pelas autoridades militares, não surpreendeu Mário Sá Gomes, o presidente da Associação de Solidariedade para com as Vítimas do Erro Judicial. "Os assassinatos não têm sido investigados. Nenhum mecanismo foi accionado para pôr fim aos atentados à vida dos dirigentes do país. Para além disso, as forças da ordem não têm condições para travar esse tipo de atentados porque há civis armados, temos milícias armadas nos arredores de Bissau". Passado conturbado Lamine Sanhá abandonou a chefia do Estado-Maior da Marinha de Guerra em 2000, a seguir ao assassinato do então líder da Junta Militar, General Ansumane Mané, que liderou o levantamento que na altura depôs o Presidente Nino Vieira. Em 2004, Sanhá foi nomeado conselheiro do actual chefe do Estado-Maior do Exército, General Tagmé Na Wai. Ele ocupou o posto até Setembro de 2006, altura em que foi detido por alegada tentativa de assassinato de Tagmé Na Wai. Lamine Sanhá esteve detido durante 3 semanas antes de ser colocado em liberdade em Outubro sem que qualquer processo judicial lhe fosse movido, por falta de provas. Alguns dias mais tarde, numa conferência de imprensa, Lamine Sanhá alertou a opinião pública que estava a ser perseguido pelos seus companheiros de armas. Alegou que oficiais militares muçulmanos estavam a ser isolados e torturados psicologicamente com insultos e outros actos. | LINKS LOCAIS Soldados protestam na Guiné-Bissau06 Outubro, 2004 | Notícias Revoltosos em Bissau matam comandantes militares07 Outubro, 2004 | Notícias Revoltosos em Bissau apresentam reivindicações07 Outubro, 2004 | Notícias Soldados amotinam-se em Bissau06 Outubro, 2004 | Notícias General Seabra terá sido morto por revoltosos em Bissau06 Outubro, 2004 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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