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Última actualização: 22 Novembro, 2006 - Publicado em 12:50 GMT
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Europa e África discutem imigração ilegal
Imigrantes africanos ilegais nas Ilhas Canárias
Africanos arriscam vida para alcançar Europa
Ministros europeus e africanos estão reúnidos na Líbia para discutir formas de estancar o fluxo de imigrantes ilegais que tentam chegar à Europa utilizando o norte de África como rota preferencial.

A conferência conjunta entre União Europeia e a União Africana que decorre em Tripoli é a primeira do género e tem lugar na sequência das preocupações crescentes da Europa relativamente à vaga de imigrantes ilegais provenientes de África.

Os delegados nesta conferência, que se prolonga até amanhã, tentam encontrar formas de resolver um problema que começa a assumir contornos políticos, criando tensões entre os dois continentes, bem como a reflectir-se nas economias locais das regiões mais sériamente atingidas por este problema.

No último ano apenas, cerca de 28,000 pessoas da África ocidental, metade das quais oriundas do Senegal, foram interceptadas pelas autoridades espanholas nas Ilhas Canárias, enquanto que na ilha italiana de Lampedusa, o número de ilegais apreendidos atingiu os 16,000.

Imigrante africano nas Ilhas Canárias
Pobreza apontada como causa do desespero que leva muitos a emigrar

Muitos chegam a atravessar o deserto do Sahara antes de tentarem atravessar o Mediterrâneo em direcção à Europa, outros caem nas mãos de traficantes de pessoas, outra matéria em discussão nesta conferência.

Pobreza

A Líbia aponta a pobreza que aflige o continente africano como a causa principal do problema e apelou à União Europeia que coloque de lado 10 mil milhões de dólares anuais para financiar projectos de desenvolvimento em áfrica.

O líder líbio, Muamar Gadaffi diz que são necessárias soluções, mas na abertura do encontro, de postura mais céptica, afirmou que na sua opinião a reunião era apenas um meio de propaganda da União Europeia.

Os africanos pedem à Europa maior abertura aos seus imigrantes e insistem que medidas restritivas sem ajudas ao desenvolvimento irão apenas redireccionar os fluxos migratórios para outras regiões, sem solucionar o problema.

Em busca de soluções

Por seu lado a União Europeia apelou à Líbia e a Marrocos que se empenhem mais nas operações de combate à entrada de imigrantes ilegais na Europa.

A Líbia tem-se recusado até hoje em participar em patrulhamentos conjuntos do mar mediterrâneo, mar onde muitos imigrantes se afogam ao tentarem alcançar a costa da ilha italiana de Sicília.

Comissário europeu Franco Frattini
Comissário europeu Franco Frattini promete ajudas a África

O comissário europeu para a imigração, o italiano Franco Frattini, já disse que a União Europeia irá pedir aos estados membros que apresentem quotas de imigração para trabalhadores migrantes como forma de imprimir maior flexibilidade às negociações.

Fratinni pretende ainda persuadir as nações africanas de que os cerca de 22 mil milhões de dólares do seu programa de ajuda ao desenvolvimento irá ajudar as populações antes destas decidirem recorrer à imigração e ofereceu à Líbia equipamento e recursos humanos para ajudar a patrulhar as suas fronteiras.

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