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Última actualização: 22 Agosto, 2006 - Publicado em 15:35 GMT
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Número recorde de imigrantes no Reino Unido
Trabalhadores migrantes
Entre 2004 e 2006 o governo aprovou mais de 427 095 pedidos de visto de trabalho
Novos dados estatísticos publicados recentemente mostram que 447 000 pessoas da Polónia e de outros sete países europeus se candidataram para trabalhar no Reino Unido nos últimos dois anos.

Para Tony McNulty, secretário de estado do Ministério Britânico do Interior, o número poderá chegar aos 600 000 se trabalhadores autónomos forem incluídos.

McNulty afirmou que apesar de ajudarem a economia do país, os números aumentam receios de um possível colapso nos serviços públicos.

Os dados levantam ainda o debate sobre uma provável restrição nas políticas de migração quando a Bulgária e a Roménia forem incorporadas na União Europeia.

Ainda de acordo com as estatísticas, cerca de 427 000 migrantes trouxeram com eles 36 000 dependentes, entre esposas e filhos, e solicitaram 27 000 subsídios de apoio a menores.

 Espero um debate racional e maduro, e não este que está a ser motivado por uma histeria colectiva
Ed Davey, partido Liberal Democrata

A previsão do governo britânico era de 15 000 trabalhadores imigrantes por ano provenientes da União Europeia.

Contudo, entre os meses de Maio de 2004 e Junho de 2006 o governo aprovou mais de 427 095 pedidos de visto de trabalho - mais da metade oriundos da Polónia.

O governo confirma que os imigrantes ajudam a preencher lacunas no mercado de trabalho inglês, principalmente em áreas como administração, serviços e negócios.

Apesar dos altos números, um pequeno retrocesso já foi observado entre os meses de Março e Junho de 2006.

Novos Países

McNulty desmentiu que o governo tenha subestimado o número de imigrantes esperados.

Segundo o ministro a estimativa foi feita apenas tendo em consideração o contigente de pessoas que se estabeleceriam no país.

"Esses inidíviduos são economicamente produtivos e contribuem significativamente para a economia do país", disse o ministro à BBC News 24.

Quando os últimos países ingressaram na União, o Reino Unido foi o único de três a conceder direitos laborais plenos aos seus cidadãos. Mas essa onda liberal pode estar prestes a mudar.

 Esses indivíduos são economicamente produtivos e contribuem significativamente para a economia do país
Tony McNulty

Alistair Darling, ministro da Indústria e Comércio sinalizou, no último fim-de- semana, que novas restrições nas leis de imigração estão a ser estudadas.

Contráriamente à afirmação de Darling, Tony McNulty disse que o governo ainda não decidiu se vai impor ou não restrições a trabalhadores oriundos da Bulgária e da Roménia, países que devem integrar a União Europeia em 2007.

Os mais conservadores afirmam que os ministros devem aprender com os números dos que chegaram ao Reino Unido depois da última expansão da União e impor medidas restritivas para que o mesmo não ocorra com trabalhadores desses dois países.

Damien Green, membro da oposição para a Imigração é um dos defensores das medidas: "Os números apontam para uma decisão urgente do governo em relação à Bulgária e a Roménia".

O porta-voz liberal-democrata Ed Davey disse que apesar das dificuldades provocadas pelo contigente de imigrantes existem também inúmeros benefícios trazidos pelos trabalhadores.

"Trabalhos que antes não eram feitos, agora estão a ser feitos e há melhoria na productividade. Espero um debate racional e maduro, e não este que está a ser motivado por uma histeria colectiva".

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