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Última actualização: 07 Abril, 2005 - Publicado em 12:43 GMT
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Nino Vieira regressa hoje a Bissau

João Bernardo Vieira
O regresso do ex-presidente está a causar polémica
O ex-presidente guineense João Bernardo Vieira regressa esta quinta-feira a Bissau, após seis anos de exílio em Portugal.

A informação foi confirmada esta quarta-feira à BBC, por um dos membros do Movimento Trinta Mil Assinaturas, um grupo de militantes do PAIGC e de outros cidadãos que apoia a candidatura de Nino Vieira às próximas eleições presidenciais.

O anúncio do regresso de Nino Vieira, que está a agitar os meios políticos e sociais da Guiné-Bissau, tinha sido feito no mês passado mas muitos cidadãos duvidavam da sua veracidade.

Carlos Abdulai Djaló, do Movimento Trinta Mil Assinaturas, dissipou todas as dúvidas esta quarta-feira.

Polémica

Djaló confirmou a chegada de Nino Vieira esta quinta-feira a Bissau, "para participar no processo de reconciliação nacional, como um actor principal, senão o mais importante deste processo".

De acordo com Abdulai Djaló "muita gente do interior do país" participa na recepção ao ex-presidente.

O regresso de Nino Vieira está a provocar polémica. Numa recente declaração à imprensa o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior admitiu que a presença do ex-presidente da República pode criar instabilidade.

Os apoiantes de Nino Vieira, no entanto, fazem outra leitura. O militante do PAIGC, Aristides Gomes, considera que "a condição de exilados políticos no exterior é muito mais susceptível de criar situações que possam levar à instabilidade".

Nas mãos da justiça

Os apoiantes de Nino Vieira não escondem o interesse em propor a sua candidatura às presidenciais de 19 de Junho. Aliás, é esse o objectivo das 30 mil assinaturas recolhidas.

Uma análise do jurista Carlos Vamain põe em causa a legitimidade das candidaturas de Nino Vieira e de Kumba Yalá, devido ao facto de ambos serem presidentes renunciantes.

No caso de Nino Vieira, segundo Carlos Vamain, a lei prevê 10 anos de perda do direito de eleigibilidade.

No que respeita a Kumba Yalá a Carta de Transição Política determinou cinco anos.

Vamain recordou que Kumba Yalá interpôs uma acção de impugnação dessa renúncia, o que poderá ser seguido por Nino Veira, cabendo ao Supremo Tribunal de Justiça a última palavra.

Mas Carlos Vamain concluiu considerando que não acredita que essas candidaturas tenham lugar este ano.

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