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Última actualização: 06 Abril, 2005 - Publicado em 18:35 GMT
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ONU considera um 'perigo' candidatura de Kumba

Kumba Yalá
Kumba Yalá, a ameaça de violência num país dilacerado
A comunidade internacional já reagiu à decisão do Partido da Renovação Social, da Guiné-Bissau, de avançar com a candidatura de Kumba Yalá às presidenciais de Junho próximo.

O Conselho de Segurança da ONU considerou a decisão "um perigo" para a conclusão com sucesso da transição política em curso na Guiné.

À luz da Carta de Transição, Kumba Yalá, enquanto presidente renunciante, não pode concorrer às próximas presidenciais.

A preocupação do Conselho de Segurança da ONU, relativamente à anunciada candidatura de Kumba Yalá, vem expressa num comunicado divulgado segunda-feira à noite em Bissau.

Potencial perigo

De acordo com o comunciado, "para além de violar a Carta de Transição Política, a decisão representa um potencial perigo para a conclusão com sucesso da transição política."

O Conselho apela a todos os actores políticos da Guiné-Bissau "a demonstrarem um engajamento que garanta um processo eleitoral pacífico, transparente, livre e aceitável, por forma a evitar-se a exploração de tendências étnicas ou religiosas para se tirar dividendos políticos."

Neste contexto o Conselho de Segurança da ONU condena "a tendência de incitação á violência e o que considera tentativas para impedir a promoção da paz, estabilidade social e o desenvolvimento da Guiné-Bissau."

Conotação violenta

Também o governo português manifestou-se preocupado com a situação.

Um comunicado do Ministério português dos Negócios Estrangeiros, tornado público segunda-feira, deplorava a decisão do PRS e, particularmente, a ameaça do ex-presidente Kumba Yalá de assumir o poder pela força, em caso de "chumbo" da sua candidatura.

Apesar de ficar conotado à incitação à violência, o secretário-geral do PRS declinou esta terça-feira, um pedido da BBC para comentar as referências negativas do Conselho de Segurança em relação ao PRS.

Artur Sanhá admitiu que o partido deve reunir-se para analisar a forma como é caracterizado.

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