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Cabral ainda tem 'muito a fazer' para recuperar o Rio, diz 'Economist' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já conquistou alguns avanços em seu esforço para recuperar a capital do Estado, mas ainda tem muito trabalho pela frente, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica The Economist. Segundo o texto, quando Cabral foi eleito, no final de 2006, havia grande expectativa de que o novo governador fosse combater a corrupção, entre os políticos e dentro da polícia, e tirar a cidade do Rio de "25 anos de declínio". "Depois de um ano e meio no poder, como Cabral está se saindo?", pergunta a revista. A reportagem afirma que, segundo o secretário estadual da Fazenda, Joaquim Levy, o plano era primeiro colocar as finanças do Estado em dia, para então financiar melhorias em saúde e segurança pública. "A primeira parte correu bem", diz o texto. "As finanças do Estado passaram de um déficit de R$ 100 milhões para um superávit de R$ 790 milhões no ano passado." Violência "No entanto, o governo no Rio é julgado principalmente pelo índice de violência, e nesse ponto seu desempenho não é tão bom", diz a Economist. A revista afirma que, enquanto a taxa de homicídios vem caindo no Brasil, na cidade do Rio as mortes provocadas pela polícia "aumentaram de 300, em 1998, para 900, no ano passado". A revista cita os casos do menino de três anos de idade metralhado por policiais que confundiram o carro de sua mãe com o de criminosos e dos três jovens do Morro da Providência que foram mortos depois de terem sido entregues por militares do Exército a traficantes. A reportagem afirma que "parte do problema do Rio é que os eleitores vêm há muito demonstrando preferência por charme em vez de habilidade administrativa na hora de escolher seus políticos". A Economist cita como exemplos os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Segundo a reportagem, esse padrão parece ter sido quebrado pelo governo de Cabral, mas dá mostras de estar ressurgindo. A revista menciona a candidatura de Marcelo Crivella à prefeitura da capital do Estado, que aparece como favorito nas pesquisas para a eleição municipal de outubro. "Comparado com essa tradição, o governo de Cabral, que é limpo, competente e leva as instituições a sério, é um grande avanço", diz a Economist. "No entanto, ainda é muito cedo para declarar que o renascimento do Rio está em curso", afirma a reportagem. "Como atestam as metralhadoras nas ruas, há ainda muito a ser feito." |
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