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Mais dois Estados optam por autonomia na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Resultados preliminares indicam que mais de 80% dos eleitores votaram, no domingo, pelo “sim” à autonomia dos Departamentos (Estados) de Beni e de Pando, na Bolívia. De acordo com os primeiros números, divulgados pelo jornal El Deber, 88,6% dos eleitores de Beni que votaram no referendo optaram pelo “sim” e 11,4% pelo "não”. Já em Pando, 85% votaram pela autonomia, enquanto 15% opinaram que o Departamento deve continuar atrelado ao governo do presidente Evo Morales. Uma pesquisa realizada pela rede de televisão ATP, no entanto, indicou que o índice de abstenção nos referendos foi alto nos dois Departamentos – 34,5% em Beni e 46,5% em Pando. De acordo com a imprensa boliviana, o resultado oficial só deverá ser divulgado em cinco dias. As duas votações ocorreram menos de um mês depois de um referendo semelhante realizado em Santa Cruz, onde 84,27% dos eleitores votaram a favor da autonomia do Departamento. No próximo dia 22, será a vez de os eleitores de Tarija irem às urnas. Constituição Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija são governados pela oposição ao governo de Morales e defendem autonomia política, administrativa e financeira em relação ao governo central. Na prática, entre outras iniciativas, os recursos gerados por esses Departamentos, ricos em gás e outros recursos naturais, deixariam de ser enviados em sua totalidade para o governo central, em La Paz, de onde hoje são administrados e distribuídos, e passariam a ser administrados pela gestão departamental. Para Morales, os referendos são "ilegais". Num discurso no domingo, o presidente disse que “existem grupos que não querem a justiça social na Bolívia”. Logo após o referendo de Santa Cruz, Morales convocou, para o dia 10 de agosto, um referendo popular que vai decidir se ele e os governadores de 8 dos 9 departamentos do país devem continuar nos cargos ou não. Se a maioria da população optar pela permanência de seu governo, o presidente poderá convocar uma nova votação sobre uma reforma da Constituição, que aguarda aprovação desde o ano passado. Entre os principais pontos da nova Constituição está uma ampla reforma agrária que beneficiaria a população indígena. Os prefeitos dos Departamentos que reivindicam a autonomia, argumentam que a nova Constituição beneficiaria os indígenas injustamente e significaria mais poderes para Morales, que poderia concorrer a um novo mandato de cinco anos. |
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