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Bush oferece ajuda ao Líbano contra o Hezbollah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, afirmou que os Estados Unidos estão prontos para ajudar o governo libanês a fortalecer suas forças armadas para retomar do Hezbollah o controle do país. Em uma entrevista ao canal árabe da BBC, Bush afirmou que o Hezbollah recebe o apoio do Irã e é preciso desarmar este movimento, chamando o grupo de "força desestabilizadora" no Líbano. "Não vejo como pode existir uma sociedade com o Hezbollah armado deste jeito. A qualquer momento, quando eles querem, eles agem. Neste caso, eles agiram contra o povo libanês (...) e isso deve enviar uma mensagem a todos de que eles são uma força desestabilizadora." "O primeiro passo (contra o Hezbollah) é, claro, garantir que o governo (do primeiro-ministro Fuad) Siniora tenha a capacidade de responder com força militar eficaz", afirmou Bush. Para Bush o grupo xiita não seria nada sem a ajuda dos governos do Irã e da Síria. O Líbano passa pelo pior momento de violência sectária desde o fim da guerra civil, nos anos 90. Na semana passada, militantes do Hezbollah entraram em choque contra forças pró-governo em Beirute. Combates em Trípoli Intensos combates eclodiram de novo nas ruas da cidade de Trípoli, no norte do Líbano, entre governistas e opositores, segundo autoridades. Os últimos confrontos ocorreram depois que o governo fechou a rede de telecomunicações do Hezbollah e exonerou o chefe de segurança do aeroporto de Beirute, pois ele seria simpatizante do grupo xiita. Os militares libaneses afirmaram que, se necessário, poderão usar a força para restaurar a ordem, a partir da manhã desta terça-feira. A onda de violência, que já dura seis dias, deixou ao menos 60 mortos na capital, Beirute, e outras cidades. Nos últimos 16 meses o Líbano enfrenta um impasse político entre a coalizão de governo e a oposição liderada pelo Hezbollah a respeito da composição do governo. O país está sem presidente desde novembro de 2007, quando Emile Lahoud, que é pró-Síria, renunciou ao cargo apesar de o Parlamento não conseguir indicar quem seria seu sucessor. Estado palestino Bush deu a entrevista ao canal de televisão árabe da BBC dias antes de sua visita a Israel, nesta quarta-feira. O presidente americano vai participar da comemoração dos 60 anos do Estado israelense. Na entrevista Bush também reiterou seu apoio para a criação de um Estado palestino. "Devem existir algumas obrigações para com o plano de paz para a região. Todos compreendem que o primeiro passo é a descrição (do Estado palestino), e o Estado não pode parecer um queijo suíço, é preciso que existam territórios contínuos, com fronteiras definidas e a questão dos refugiados concluída também", afirmou. |
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