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Paquistão: Oposição assina acordo de coalizão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os dois principais partidos políticos de oposição do Paquistão assinaram neste domingo a versão final de um acordo para formar um governo de coalizão no país. A decisão foi anunciada depois de uma série de negociações entre Asif Zardari, viúvo de Benazir Bhutto e atual líder do PPP (Partido do Povo do Paquistão), e Nawaz Sharif, ex-premiê e líder da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N). Os dois partidos conquistaram a maioria parlamentar nas eleições gerais de Fevereiro e desde então, Sharif vem pedindo a renúncia do atual presidente Pervez Musharraf. Em Fevereiro, quando os dois partidos haviam anunciado a decisão de formar uma coalizão, Sharif afirmou que os grupos iriam "trabalhar juntos". "Vamos trabalhar juntos para formar o governo no centro e nas províncias", disse Sharif na ocasião. Em Fevereiro, o ex-premiê havia afirmado que os dois partidos teriam chegado a uma "agenda comum" e concordaram, por exemplo, que o chefe de Justiça do país, demitido pelo presidente Pervez Musharraf em novembro, deve ser recolocado no cargo. No entanto, na época ainda haviam algumas divergências sobre o governo de coalizão, que foram resolvidas na rodada final de negociações entre os dois partidos de oposição. Pressão Analistas avaliam que um governo formado pelos dois principais partidos de oposição poderá colocar pressão sobre Musharraf, que se recusa a deixar o cargo antes do fim do seu mandato, apesar da vitória da oposição nas urnas. Se Sharif e Zardari conseguirem juntar aliados que os ajudem a consolidar uma maioria de dois terços no Parlamento, poderão pedir o impeachment do presidente. Sozinhos, eles não têm essa maioria, mas poderiam obtê-la por meio de articulações com partidos menores. |
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