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Atualizado às: 06 de março, 2008 - 10h49 GMT (07h49 Brasília)
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Equador e Colômbia 'deveriam rejeitar manipulação de Chávez', diz 'NYT'
Imprensa
Os governos do Equador e da Colômbia devem resolver as diferenças por vias diplomáticas, segundo editorial publicado nesta quinta-feira pelo jornal americano New York Times.

“Como primeiro passo, o presidente do Equador, Rafael Correa, e Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, deveriam rejeitar a intromissão e manipulação do líder da Venezuela (Hugo Chávez). Eles deveriam reconhecer que ele está cinicamente, e perigosamente, tentando usar a disputa entre aqueles países para reavivar sua decadente popularidade política.”

Segundo o jornal, “é difícil acreditar que no século 21 os governos eleitos democraticamente da Colômbia, do Equador e da Venezuela, estejam falando de guerra”.

O NYT afirma que a entrada de tropas colombianas em território equatoriano em uma missão contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, conhecido como Farc, claramente viola a soberania do Equador e ressalta que a “Venezuela – cujo território não foi violado – aproveitou a oportunidade para pular dentro da disputa.”

“O presidente Hugo Chávez, que floresce em crises como essas, expulsou o embaixador da Colômbia, ordenou forças para sua fronteira e ameaçou bloquear o comércio. A Colômbia acusou, então, a Venezuela e o Equador de ajudar e incitar as Farc.”

O jornal cita o laptop apreendido durante a ação contra as Farc, que indicaria o envolvimento dos governos do Equador e da Venezuela com o grupo e afirma que as acusações são preocupantes. “Os dois governos devem ser condenados pela OEA se as informações se provarem verdadeiras.”

“Chávez deve ficar quieto. Quanto mais ele interfere, mas fácil é acreditar que as acusações contra ele são verdadeiras”, conclui o NYT.

No Equador, o Hoy, o terceiro maior jornal em tiragem, também traz editorial criticando a postura de Chávez no conflito.

“A reclamação equatoriana pela violação à soberania por parte do governo da Colômbia teve amplo apoio dos países (na reunião da OEA). A balança teria se inclinado mais para o lado do Equador se não fosse o pronunciamento guerreiro e as declarações ameaçadoras e inoportunas do presidente Chávez”, afirma o jornal.

“Seu apoio, com uma atidude extremamente beligerante e nada conciliadora, em relação ao país vizinho, ao invés de favorecer a causa justa do Equador, induziu outros governos à cautela.”

O Hoy ainda destaca a solidariedade dos países regionais ao Equador, e os esforços para que a disputa seja resolvida por meios diplomáticos: “Pode-se dizer, resolvido por uma via diametralmente oposta a de Chávez, que parece empenhado em aprofundar o conflito.”

“É necessário que o governo se afaste desta ingerência do presidente venezuelano. É preciso diferenciar as atitudes dos presidentes da Venezuela e da Colômbia, e os laços históricos de amizade do Equador com os dois povos”, afirma o diário equatoriano.

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