BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 06 de março, 2008 - 16h47 GMT (13h47 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil deve liderar negociação para crise na região, diz analista

Lula e Rafael Correa
Correa se encontrou com Lula na quarta-feira em Brasília
O Brasil deve desempenhar seu papel de potência regional e tomar a frente das negociações para solucionar a crise diplomática entre a Colômbia e o Equador, afirma o analista político Alan Deletroz, vice-presidente da organização International Crisis Group, com sede em Bruxelas, na Bélgica.

O especialista acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria convocar uma reunião de emergência entre os presidentes colombiano e equatoriano, Álvaro Uribe e Rafael Correa, sem a participação do líder venezuelano Hugo Chávez.

“Seria importante se Lula, que é um presidente muito respeitado pelos líderes da região, convocasse um encontro entre os dois líderes para tentar resolver a crise, deixando a Venezuela de fora”, disse Deletroz.

“Não se pode dar a Chávez a importância que ele quer”, acrescentou o analista, para quem a solução para o impasse diplomático terá de vir de “dentro da América Latina”.

OEA

Segundo o analista político, a insistência de Correa para que a comunidade internacional condene a Colômbia por ter invadido o território equatoriano no fim de semana não vai produzir os resultados desejados.

Para Deletroz, Correa já obteve o apoio que precisava com a resolução da OEA (Organização dos Estados Americanos), aprovada na quarta-feira, que reconheceu que houve violação da soberania do Equador.

 A comunidade internacional não vai condenar a Colômbia porque sabe que o país tenta combater a guerrilha há décadas e reconhece o alvo (Raúl Reyes, porta-voz da guerrilha morto no sábado) como legítimo.
Alan Deletroz

“A comunidade internacional não vai condenar a Colômbia porque sabe que o país tenta combater a guerrilha há décadas e reconhece o alvo (Raúl Reyes, porta-voz da guerrilha morto no sábado) como legítimo.”

Ainda de acordo com o analista, se a Colômbia conseguir provar a existência de ligações entre a guerrilha e o governo Correa, “será difícil para a o Equador e a Venezuela continuarem condenando a Colômbia”.

Guerra

O analista descarta a possibilidade de um conflito armado entre os três países, devido, entre outros fatores, “ao despreparo” dos exércitos do Equador e da Venezuela.

“O exército equatoriano não é bem equipado, não tem condições de lutar contra a Colômbia, e talvez essa seja uma das razões pela quais o governo Uribe não informou ao equatoriano sobre a operação”, disse Deletroz.

“Já a Colômbia tem um exército muito mais preparado, com experiência de combate, depois de 40 anos de luta com as Farc”.

Para o analista, as forças armadas da Venezuela estariam numa situação semelhante à do Equador, agravada “pela má situação das finanças do país”.

“É muito improvável que os militares venezuelanos embarquem no sonho de Chávez de um conflito armado contra Colômbia”, disse o analista.

O general venezuelano Raúl BaduelEntrevista
Chávez transforma crise em 'reality Show', diz ex-aliado.
José Miguel Insulza (foto de arquivo)Crise nos Andes
Secretário-geral da OEA diz que conflito é 'grave'.
Foto de arquivo mostrando (da esquerda para a direita) os presidentes do Equador, Rafael Correa, da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro UribeCrise nos Andes
Para analistas, conflito militar na América do Sul é improvável.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade