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Atualizado às: 06 de março, 2008 - 10h44 GMT (07h44 Brasília)
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Correa exige condenação internacional da Colômbia
Os presidentes Hugo Chávez e Rafael Correa
Correa (à dir.) foi recebido por Chávez em Caracas
Apesar de se dizer “satisfeito” com a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a incursão de forças colombianas em território equatoriano no último sábado, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que defende uma “condenação internacional” ao vizinho por violação da soberania de seu território.

“Se a comunidade internacional não condenar (a Colômbia) sem meias palavras, o Equador saberá responder ao agressor por seu ultraje”, disse Correa na Venezuela, uma das etapas de um giro que realiza na região para explicar sua posição acerca da crise com a Colômbia.

Na quarta-feira, a OEA chegou a um acordo com autoridades colombianas e equatorianas e aprovou, por unanimidade, um documento que reconhece que as forças colombianas violaram a soberania territorial do Equador, mas não prevê uma condenação ao país.

No último sábado, as tropas colombianas bombardearam um acampamento de rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro do território equatoriano.

A incursão terminou com a morte do porta-voz das Farc, Raúl Reyes, considerado o número 2 da guerrilha, e de outros 16 guerrilheiros.

Correa, que se reuniu na noite de quarta-feira com o presidente venezuelano Hugo Chávez, em Caracas, disse que está “esgotando todas as instâncias diplomáticas para que o agressor seja condenado”.

Fronteiras

Antes de seguir para a Venezuela, Correa foi recebido na quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Em Caracas, o líder equatoriano ainda advertiu que apesar da resolução da OEA, a história ainda “não terminou”.

Correa também ressaltou que o documento, ao assinalar a “violação do território” por parte da Colômbia, “reconhece que não temos nada a ver com as Farc”.

No domingo, o governo colombiano afirmou ter encontrado informações sobre supostas ligações do governo de Correa com a guerrilha.

O presidente ainda disse que assim como Bogotá acusa seu governo de “deixar a guerrilha entrar”, Quito poderia dizer que a Colômbia “a deixa sair” de seu território.

“A estratégia de (Álvaro) Uribe é pressionar pelo norte, mas deixa as fronteiras desprotegidas”, disse Correa.

Na coletiva de imprensa, Chávez disse que poderia nacionalizar algumas das empresas colombianas que operam na Venezuela.

“Poderíamos nacionalizar algumas, não estamos interessados em ter empresas colombianas”, afirmou Chávez, que ainda disse que o comércio bilateral com a Colômbia, que movimentou cerca de US$ 6 milhões em 2007, poderia ser afetado com a medida.

O líder da Venezuela ainda reiterou que o povo equatoriano e seu governo contam “com total apoio, não apenas moral, do governo e povo da Venezuela”.

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