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Atualizado às: 23 de fevereiro, 2008 - 06h44 GMT (03h44 Brasília)
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EUA vão pressionar por novas sanções contra o Irã
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice
Novo relatório sobre programa nuclear justificaria decisão, diz Rice
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos vão pressionar os membros do Conselho de Segurança da ONU por uma terceira rodada de sanções contra o Irã por causa de seu polêmico programa nuclear.

Segundo Rice, um novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgado nesta sexta-feira mostra que os esforços do Irã em interromper seu programa de enriquecimento de urânio são "inadequados" e justificariam as novas sanções.

O relatório da agência da ONU sobre o programa nuclear do Irã indicou que, apesar de ter fornecido mais informações, o país ainda não colaborou de forma "consistente e completa".

"Esse relatório demonstra que, o que quer que os iranianos estejam fazendo para tentar esclarecer alguns elementos do passado, é inadequado, dadas as suas atuais atividades", disse Rice.

"O que deve preocupar a todos nós... é o futuro no qual o Irã pode começar a aperfeiçoar as tecnologias que podem levar a uma arma nuclear", afirmou.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia) e a Alemanha se reúnem na segunda-feira em Washington para discutir o endurecimento das sanções.

O Conselho de Segurança já impôs duas rodadas de sanções contra Teerã.

Nesta quinta-feira, a Grã-Bretanha e a França apresentaram uma proposta de resolução que ampliaria o número de empresas iranianas afetadas pelas sanções. A proposta também prevê a imposição de restrições de viagens a alguns funcionários do governo iraniano.

Legitimidade

Em seu relatório, a AIEA elogiou o Irã por passar a permitir a presença de inspetores em certas instalações nas quais eles não podiam entrar anteriormente, mas disse que o país ainda mantém uma postura evasiva em algumas questões importantes.

Em Teerã, o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, saudou o relatório da AIEA e disse que o documento "é uma nova prova da legitimidade da posição da república islâmica e da realidade das declarações do Irã".

"Esse relatório mostrou que nossas atividades são pacíficas", disse Jalili.

Os Estados Unidos acusam os iranianos de usar o programa nuclear para tentar desenvolver armamento atômico.

O governo iraniano, porém, tem se recusado a interromper o enriquecimento de urânio e afirma que seu programa tem o objetivo exclusivo de gerar energia.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, havia dito anteriormente que a ONU cometeria um erro grave se aprovasse novas resoluções contra o Irã.

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