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Atualizado às: 24 de fevereiro, 2008 - 00h22 GMT (21h22 Brasília)
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ONU pode baixar sanções cem anos, diz Ahmadinejad
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice
Condoleezza Rice diz que relatório da ONU justifica novas sanções
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as Nações Unidas podem baixar quantas sanções quiserem que isso não vai fazer o país desistir do seu programa nuclear e exigiu um pedido de desculpas dos Estados Unidos.

"Se eles (a ONU) querem continuar pelo caminho das sanções, não seremos afetados. Eles podem baixar resoluções por cem anos", disse o líder iraniano, em entrevista à TV estatal do país.

Os comentários foram feitos depois da publicação de um novo relatório das Nações Unidas que afirma que o Irã já se mostra mais transparente, embora ainda não tenha dado "garantias críveis" de que não tenta construir uma bomba atômica.

O governo de Ahmadinejad já afirmou repetidas vezes ter apenas interesse em produzir eletricidade a partir da tecnologia nuclear.

Após a publicação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse existir um "argumento muito forte" para uma terceira resolução com sanções contra os iranianos.

Rice disse que o relatório demonstra que as medidas do Irã para interromper o seu programa de enriquecimento de urânio são "inadequadas" e que o seu governo iria pedir novas punições na ONU.

Nesta segunda-feira, os americanos se reúnem com os outros integrantes do Conselho de Segurança da ONU – a Grã-Bretanha, a China, a França e a Rússia – para decidir o que fazer sobre o caso.

No entanto, Ahmadinejad saudou o relatório da AIEA como uma "vitória histórica" para o Irã.

"Parabenizo Vossa Eminência e o povo iraniano pela vitória histórica do Irã em seu maior confronto com as forças opressoras desde a Revolução Islâmica (de 1979)", disse o presidente em mensagem ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, divulgada pela TV estatal do país.

De fato, o relatório da ONU divulgado na sexta-feira elogia o Irã por autorizar visitas dos inspetores a locais que até então eram de acesso proibido.

No entanto, o documento diz que o Irã continua "evasivo" em questões importantes e que ainda não respondeu adequadamente as alegações de que teria um programa secreto para transformar material nuclear em armamentos.

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