BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 21 de fevereiro, 2008 - 14h56 GMT (11h56 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Segundo 'Clarin', Argentina poderá retaliar Brasil por gás

Instalação de exploração de gás na bolívia
Bolívia não tem gás suficiente para atender sua demanda interna, o contrato com o Brasil e a Argentina
O jornal argentino Clarin informou em sua edição desta quinta-feira que o governo da presidente Cristina Kirchner pressionará a Petrobras na Argentina, caso o Brasil não ceda parte do gás boliviano que consome para atender as necessidades deste país vizinho.

O jornal diz que o governo argentino ameaça rever os negócios da Petrobras no país, em particular a utilização do escasso gás importado da Bolívia.

Segundo uma fonte do Ministério de Planejamento argentino ouvida pelo Clarin, se o Brasil não puder abrir mão "de 2 a 3 milhões de metros cúbicos diários para que este volume seja redirecionado para a Argentina, então não restará ao governo argentino outra opção que a de revisar os emprendimentos petroquímicos locais onde a Petrobras aparece como grande consumidor de gás".

A pasta do Planejamento é ocupada por Julio de Vido, braço forte do ex-governo de Nestor Kirchner e do atual da presidente Cristina Kirchner.

Se a ameaça for concretizada, a Petrobras poderia arcar com as conseqüências pela decisão brasileira de não abrir mão do gás que precisa para socorrer a Argentina, que tenta se equilibrar, há tempos, com escassez de gás e de eletricidade.

Reuniões de Lula

A informação do jornal argentino foi publicada nesta quinta-feira, dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Buenos Aires para uma série de reuniões com Cristina Kirchner, nesta sexta-feira, e um encontro com ela e o colega boliviano Evo Morales, no sábado, onde o principal assunto será a difícil equação do gás da Bolívia para atender aos três países.

Atualmente, segundo dados oficiais e da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos, com sede em Santa Cruz de la Sierra, a Bolívia não tem gás suficiente para atender sua demanda interna e as demandas estabelecidas por contrato com o Brasil e a Argentina.

Pelo contrato com o Brasil, a Bolívia deveria enviar diariamente 30 milhões de metros cúbicos de gás para o mercado brasileiro e 7,7 milhões de metros cúbicos para a Argentina.

Mas atualmente a Argentina recebe menos da metade deste total, já que, para não pagar multas o governo de Morales, prefere atender o Brasil.

Nesta cadeia de dependência energética aparece ainda o Chile, que necessita do gás enviado pela Argentina para abastecer suas empresas, mas que já pensa em energias alternativas para se livrar de apagões.

José Sergio Gabrielli, presidente da PetrobrasEnergia
Preço do gás natural subirá, diz presidente da Petrobras.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade