BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 05 de outubro, 2007 - 21h18 GMT (18h18 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Petrobras quer seguir no Equador, diz Amorim

Maria Fernanda Espinosa, chanceler do Equador, e o colega Celso Amorim em coletiva em Quito (foto: Chancelaria equatoriana)
Amorim disse que Equador mostrou disposição de flexibilidade
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira que a Petrobras quer continuar a atuar no Equador, apesar das mudanças na cobrança de impostos sobre a atividade petroleira que vão reduzir o lucro das empresas estrangeiras que atuam no país.

"A Petrobras quer estar aqui. O presidente disse que há uma disposição de flexibilidade nas negociações", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva em Quito, ao lado da chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa Garcés.

O ministro disse que a Petrobras já foi chamada para uma conversa com o governo equatoriano na segunda-feira.

"O importante é que a Petrobras quer estar aqui. O importante é que o negócio seja viável. Temos que entender o peso histórico que esta questão do petróleo tem para o Equador", afirmou Amorim. "Encontramos uma disposição a meu ver positiva. Vamos ver as conversas que vão se iniciar na segunda-feira."

O ministro se reuniu com o presidente Rafael Correa na quinta-feira, primeiro dia de sua visita ao país. A viagem já estava programada, mas coincidiu com o anúncio de mudanças na tributação de empresas estrangeiros, e foi o principal assunto da conversa entre os dois.

"Nos causou alguma preocupação", disse Amorim. "Eu expressei essas preocupações ao presidente, que teve a gentileza de me receber e conversar longamente comigo sobre este tema."

Decreto

O governo equatoriano publicou na quinta-feira um decreto executivo que aumenta de 50% para 99% a participação estatal no lucro que excede o preço médio acordado para o barril de petróleo.

O ministro do Petróleo, Galo Chiriboga, disse que o governo espera uma receita adicional de US$ 700 milhões anuais, sendo US$ 200 milhões no primeiro ano de vigência da nova lei.

Segundo a imprensa equatoriana, o ministro informou que a taxa de 99% será cobrada entre a diferença do preço médio de US$ 24 por barril, acordado com as empresas privadas, e o preço real de mercado, hoje em torno de US$ 64 por barril.

A Petrobras atua no Equador desde 1996, com dois blocos de exploração e produção de petróleo e de transporte por oleoduto, investimentos de US$ 430 milhões e produção de 32 mil barris por dia.

Outros US$ 300 milhões devem ser investidos nos próximos anos a partir da entrada em operação do segundo bloco, atrasado por causa de problemas ambientais. De acordo com a ministra equatoriana, o processo de licenciamento "está bem avançado".

Os dois ministros também conversaram sobre o projeto de integração entre Manta, no Equador, até Manaus, com a construção de estradas ligando os dois pontos.

Em Manta, já existe uma base aérea americana, cujo contrato vence em 2009 e não será renovado pelo governo do Equador, que planeja a transformação do local em um terminal de transporte intermodal, com interligação entre porto, aeroporto e rodovias.

Amorim disse que levava a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha "o desejo de contribuir com o processo de mudança do governo Correa".

Rafael CorreaEquador
Presidente defende dissolução do Congresso.
Rafael Correa, presidente eleito do EquadorSob nova direção
Investidores temem 'efeito Bolívia' no Equador.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade