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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2008 - 11h53 GMT (09h53 Brasília)
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Explosão na Síria mata líder do Hezbollah
Imad Mughniyeh
Mughniyeh era procurado por Israel e pelos Estados Unidos.
O grupo militante islâmico libanês Hezbollah disse que um de seus líderes, Imad Mughniyeh, foi morto em um ataque a bomba em Damasco, capital da Síria, e acusa Israel pelo atentado.

Mughniyeh é tido como organizador de uma série de seqüestros de ocidentais no Líbano nos anos 80.

Correspondentes dizem que ele estava escondido havia vários anos e que ele era uma das pessoas mais procuradas pelos serviços secretos de Israel e dos Estados Unidos.

Mughniyeh foi descrito como chefe de inteligência e operações especiais do braço militar do Hezbollah.

Vizinhança em choque

Horas depois da explosão, a TV estatal síria confirmou que uma pessoa havia morrido, mas não identificou a vítima.

A polícia síria manteve a mídia e curiosos a distância no local da explosão, no rico distrito de Kafar Soussa.

A TV Manar, em Beirute, de propriedade do Hezbollah, anunciou a morte dizendo: "Com todo o orgulho declaramos que um grande líder da jihad da resistência islâmica no Líbano se junta aos mártires... o irmão comandante hajj Imad Mughniyeh".

O canal informou que o funeral será na quinta-feira, quando está marcado um comício para marcar os três anos do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. As autoridades temem confrontos entre manifestantes governistas e da oposição, que inclui o Hezbollah.

Hezbollah

A organização foi criada em 1982 por um grupo de clérigos muçulmanos xiitas depois da invasão israelense ao Líbano.

Nos últimos anos, ele emergiu como uma das grandes forças políticas e militares no Líbano, depois de sucessos militares contra Israel.

Acredita-se que membros do grupo planejaram alguns dos mais famosos sequestros dos anos 80, inclusive um atentado suicida que matou 241 fuzileiros navais americanos em Beirute em 1983.

O governo israelense acredita que Mughniyeh esteve envolvido no atentado contra a embaixada israelense em Buenos Aires, em 1992, matando 29 pessoas, e contra um centro judaico na mesma cidade, em 1994, que causou a morte de 95 pessoas.

O parlamentar israelense Danny Yatom, ex-chefe do serviço secreto israelense Mossad, descreveu Mughniyeh como "um terrorista cruel e perigoso entre os terroristas".

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