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Israel nega ligação com a morte de líder do Hezbollah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, negou nesta quarta-feira qualquer envolvimento de Israel no assassinato do líder do Hezbollah Imad Mughniyeh, na terça-feira, em Damasco. Segundo uma nota divulgada pelo gabinete, "Israel está estudando os relatos, do Líbano e da Síria, sobre a morte do líder do Hezbollah e teve conhecimento dos detalhes pelas informações da imprensa nas últimas horas. Israel rejeita a tentativa de grupos terroristas de lhe atribuir qualquer envolvimento nesse evento". Poucos minutos depois que a notícia da morte do líder foi divulgada pelo canal de TV El Manar, do Hezbollah, todos os meios de comunicação de Israel interromperam suas programações para anunciar a morte de Mughniyeh, considerado o principal comandante militar da milícia xiita libanesa. Mughniyeh era considerado um dos homens mais procurados do mundo, quase como Osama Bin Laden, da Al-Qaeda. Repercussão Os Estados Unidos atribuíam a Mughniyeh a responsabilidade pelo atentado suicida na base dos fuzileiros navais em Beirute, em 1983, no qual 241 americanos foram mortos, e vinham oferecendo uma recompensa de US$ 5 milhões por informações sobre o seu paradeiro. A notícia foi recebida com satisfação por muitos líderes políticos israelenses, que consideram Imad Mughniyeh responsável pelos atentados de 1992 contra a embaixada israelense em Buenos Aires, que deixou 29 mortos, e de 1994 contra o centro da comunidade judaica, também na capital argentina, que deixou 85 mortos e cerca de 200 feridos. O deputado Itzhak Ben Israel, do partido de centro Kadima, afirmou que "o mundo deve abençoar a morte de Mughniyeh". Silvan Shalom, líder do partido de direita Likud e ex-ministro das Relações Exteriores, disse que "não há dúvida que a morte de Mughniyeh vai contribuir para a luta contra o terrorismo mundial". O deputado Arie Eldad, do partido de extrema-direita Ihud Leumi, afirmou que "espera que a morte tenha sido provocada pelas forças de segurança de Israel, e os responsáveis devem ser parabenizados". Líderes políticos de esquerda israelenses não comentaram a morte de Mughniyeh. Hamas Além dos Estados Unidos e Israel, a Argentina e a Arábia Saudita também estiveram à procura do líder do Hezbollah, considerado responsável por atentados cometidos em seus territórios. De acordo com o analista militar do jornal israelense Haaretz, Amir Oren, "a morte de Imad Mughniyeh representa uma mensagem clara para os líderes do Hezbollah". O porta-voz do grupo palestino Hamas, Sami Abu Zuhri, condenou o assassinato e atribuiu a responsabilidade a Israel e aos Estados Unidos. "Eles querem enviar uma mensagem aos líderes das organizações em Damasco, de que não são imunes a ataques", disse Abu Zuhri. Outro líder do Hamas, Yehia Mussa, declarou que "se a mensagem foi dirigida ao Hamas, ela não tem significado algum, pois o Hamas já sacrificou muitos de seus líderes na luta contra Israel". |
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