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Israel decide construir cerca na fronteira com Egito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete de segurança de Israel decidiu nesta quarta-feira iniciar a construção de uma cerca na fronteira com o Egito para impedir a entrada no país de militantes palestinos através do deserto do Sinai. Vinte e nove anos depois do acordo de paz entre Israel e Egito, a fronteira entre os dois países, que era considerada uma fronteira de paz, deve mudar totalmente de forma nos próximos meses. O gabinete de segurança, que se reuniu com representantes do Exército e dos serviços secretos, decidiu aprovar a proposta do ministro da Defesa, Ehud Barak, e começar a construir a cerca em duas regiões consideradas as mais sensíveis: a área próxima da cidade de Eilat e a área de Nitzana. No futuro, todos os 220 quilômetros ao longo da fronteira deverão ser fechados com uma cerca, de acordo com os planos israelenses. Bloqueio Segundo o gabinete, a razão principal para a decisão foi o rompimento do bloqueio à Faixa de Gaza decretado por Israel. No dia 23 de janeiro, militantes do Hamas derrubaram partes do muro na fronteira de Rafah, que separa a Faixa de Gaza do território egípcio, e centenas de milhares de palestinos saíram da Faixa de Gaza, principalmente para comprar alimentos e combustíveis, que ficaram escassos com o bloqueio israelense. Segundo o chefe dos serviços secretos de Israel, Yuval Diskin, com a derrubada do muro de Rafah, militantes palestinos conseguiram transportar para a Faixa de Gaza grandes quantidades de armamentos que poderão ser usados contra Israel. "Com a queda do muro, muitos militantes que foram treinados no Irã puderam retornar à Faixa de Gaza", disse Diskin, "além de mísseis antiaéreos, mísseis anti-tanques e foguetes de longo alcance". "Tudo que antes passava por baixo da terra, agora pode passar por cima", acrescentou, referindo-se a dezenas de túneis escavados por militantes palestinos pelos quais armamentos e todos os tipos de mercadorias que ficaram escassas em Gaza eram transportados. Financiamento A preocupação principal das autoridades israelenses é de que militantes de Gaza façam um percurso em forma de ferradura, ou seja, saiam da Faixa de Gaza em direção ao deserto egípcio do Sinai e, de lá, entrem em território israelense. Em janeiro do ano passado, um palestino de Gaza cometeu um atentado suicida depois de percorrer esse trajeto e detonou os explosivos que carregava em uma padaria da cidade de Eilat, matando três civis israelenses. O último atentado, realizado na segunda-feira na cidade de Dimona, despertou imediatamente a suspeita de que teria sido possível graças ao rompimento do bloqueio à Faixa de Gaza. Mas, na terça-feira, o Hamas declarou que os autores foram da Cisjordânia diretamente a Dimona, no sul de Israel. O gabinete instruiu o Ministério da Defesa a começar a preparar o projeto da cerca na fronteira com o Egito e também discutiu meios de financiamento. O projeto deverá custar 1 bilhão de shekels (aproximadamente R$ 440 milhões) e as verbas deverão ser retiradas dos orçamentos de outros ministérios. |
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