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Análise: Crise em Gaza provoca batalha de propaganda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mesmo antes de Israel iniciar a restrição ao fornecimento de combustíveis para a Faixa de Gaza, a ONU, organizações humanitárias e vários governos já condenavam a decisão. A comissária de Relações Exteriores da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, pediu que as restrições israelenses fossem suspensas. Os ataques com foguetes vindos da Faixa de Gaza aumentaram nos últimos dez dias. Com isso, as restrições ao fornecimento de combustível aumentaram e as condições de vida na região, que já eram difíceis, pioraram. O Hamas alerta para um colapso na Faixa de Gaza, e muitos palestinos acreditam que os ataques com foguetes simplesmente desencadearam uma punição coletiva contra todos os moradores da região. Israel, por sua vez, argumenta que, se as restrições forem suspensas, será necessária então uma resposta simples: os ataques com foguetes devem parar. Mas os israelenses também parecem surpresos com a escala da falta de energia na Faixa de Gaza. Eles argumentam que cerca de 75% da eletricidade usada sai de redes de energia israelenses ou egípcias, e essa energia ainda está sendo enviada à Faixa de Gaza. A situação na Faixa de Gaza gerou indignação entre os países árabes, e a emissora de televisão Al-Jazeera dedicou grande parte de sua programação para a crise. O Egito ameaçou abrir pontos de passagem para a Faixa de Gaza se Israel não cedesse. 'Israel em guerra' Os israelenses parecem sugerir que é o próprio Hamas que está manipulando o suprimento de energia para aumentar o sofrimento com fins de propaganda.
Também não está claro se a rede de fornecimento de energia é suficientemente moderna ou flexível para ser capaz de lidar com a falta de energia desencadeada pelas restrições israelenses no fornecimento de combustíveis para as usinas. Israel afirma que está em guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. Os ataques com foguetes contra o sul de Israel continuaram desde a retirada dos israelenses que estavam no território. Mas, nas últimas semanas, os ataques aumentaram em intensidade. Os feridos foram poucos, mas a pressão psicológica de viver sob ameaça diária fez com que a vida no sul de Israel ficasse difícil. E isso aumentou a pressão para que o governo do primeiro-ministro Ehud Olmert tomasse providências. Crise Ficar sem ação não é uma opção para a liderança israelense. Mas, por enquanto, uma invasão total da Faixa de Gaza está descartada. Os comandantes militares israelenses temem que isso possa levar a um número grande de feridos ou mortos entre os israelenses, fora o número de mortos entre civis palestinos se os soldados realizarem alguma operação em áreas urbanas populosas. E essa medida também levantaria outra questão: o que Israel iria fazer se recapturasse o território? Até o momento, Olmert escolheu o caminho intermediário: aumentar as restrições econômicas, aumentar a intensidade das operações israelenses dentro da Faixa de Gaza e aumentar os ataques para matar especificamente líderes militantes palestinos. E essa última medida também levaria inevitavelmente a civis palestinos feridos. Israel espera que o sofrimento na Faixa de Gaza leve ao aumento da pressão para que o Hamas acabe com os ataques com foguetes. Mas, na realidade, esse sofrimento poderá servir apenas para aumentar a pressão para que Israel suspenda suas restrições enquanto uma crise humana se instala. |
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