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Atualizado às: 20 de setembro, 2007 - 06h31 GMT (03h31 Brasília)
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Israel tem opções limitadas na Faixa de Gaza

Militantes palestinos em Gaza carregam foguete Qassam (foto de arquivo)
Israel se divide entre opção militar ou diplomática para conter ataques
Há pouco mais de uma semana, um foguete lançado por militantes palestinos da Faixa de Gaza atingiu uma base militar em Zikkim, no sul de Israel. Cerca de 70 soldados ficaram feridos.

Mas mesmo antes desse ataque havia um crescente debate em Israel pedindo por algum tipo de operação militar para fazer frente aos ataques com mísseis e morteiros lançados da Faixa de Gaza.

No início do mês, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que Israel estava "chegando mais perto da necessidade de desencadear uma operação de larga escala" na Faixa de Gaza.

Alguns se perguntavam se o único fator a impedir uma incursão de larga escala em Gaza seria a contínua tensão na região norte, entre Israel e a Síria.

O episódio de Zikkim, obviamente, foi uma exceção. Na maioria das vezes, o número de vítimas de Israel nesses ataques é pequeno.

Mas isso é mais uma questão de sorte do que qualquer outra coisa, e os ataques representam um grande problema para o governo de Israel.

Desafio

O dia-a-dia na cidade de Sderot, no sul de Israel, é vivido sob a eterna sombra dos ataques com mísseis.

Para qualquer governo, garantir a segurança de seus cidadãos é prioridade.

Um sistema defensivo que possa rastrear e abater os foguetes em pleno ar é um imenso desafio tecnológico, devido ao curto espaço de tempo em que eles permanecem no ar.

Na ausência de uma solução técnica para os ataques com mísseis, as únicas opções são diplomáticas ou militares.

Uma alternativa pode ser explorar o aparente interesse da liderança do Hamas (grupo que controla a Faixa de Gaza) em algum tipo de cessar-fogo.

Mas os israelenses não querem fazer nada que possa dar ao Hamas espaço para consolidar seu controle em Gaza e, talvez, para preparar uma ofensiva à Cisjordânia.

Castigo coletivo

A decisão do governo de Israel de declarar a Faixa de Gaza uma "entidade hostil" pretende ser o início de um endurecimento.

O governo israelense fala em redução no fornecimento de combustível e energia para a Faixa de Gaza - que chegam ao território, em sua maior parte, via Israel.

Mas essas medidas serão vistas pelos palestinos apenas como um tipo de castigo coletivo.

Essas medidas levantam dilemas morais fundamentais e, na verdade, correm o risco de consolidar o apoio dado ao Hamas por uma população que já luta para manter um padrão de vida mínimo.

É difícil ver como o colapso total da sociedade palestina na Faixa de Gaza poderia beneficiar alguém.

Alternativa militar

Para os israelenses, as alternativas militares também não são atraentes.

Uma grande incursão de longa duração traria o risco de um grande número de mortes de civis palestinos e militares israelenses.

Israel poderia voltar a ocupar o nordeste da Faixa de Gaza e empurrar os militantes que lançam os ataques para mais longe. Mas por quanto tempo?

Alguns analistas sugeriram relutantemente que a melhor opção seria voltar a matar líderes dos Hamas, tanto políticos como militares.

Mas essa alternativa também levanta várias questões. Afinal, muitos dos líderes políticos do Hamas foram eleitos, apesar de o grupo ter sido afastado do governo pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

"Dilema fundamental"

Essa medida atrairia, inevitavelmente, forte criticismo do Exterior, prejudicando ainda mais a situação diplomática de Israel.

A menção ao presidente Mahmoud Abbas, líder do Fatah, ilustra o dilema fundamental dos israelenses.

A divisão entre o Hamas, em Gaza, e o Fatah, na Cisjordânia, introduz um perigoso nível de complexidade em seus cálculos.

Quase qualquer coisa que eles façam para pressionar a Faixa de Gaza pode acabar aumentando o apoio ao Hamas e enfraquecendo o presidente Abbas na Cisjordânia.

E Abbas, afinal de contas, é exatamento o homem que os Estados Unidos e Israel pretendem fortalecer.

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