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Exército israelense admite erro em morte de crianças | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira. Segundo a investigação do Exército, as três crianças mortas no norte da Faixa de Gaza estavam brincando de pega-pega quando foram atingidas por disparos de um tanque israelense. Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel. As crianças eram todas da família El Razala, da cidade de Beit Hanoun, e tinham saído para brincar perto de casa. Mas no local que escolheram havia lançadores de foguetes, que horas antes tinham disparado contra a cidade de Sderot. Ihia, de 12 anos, e Mahmoud, de 10, morreram imediatamente. A prima Sara, também de 10 anos, morreu algumas horas depois, no hospital de Gaza. Segundo porta-vozes militares, os grupos armados palestinos costumam lançar foguetes contra Israel a partir de áreas residenciais, colocando em risco a vida de civis. 'Vultos' De acordo com o Exército, "no momento exato da ocorrência era impossível perceber que se tratava de crianças". Uma análise posterior dos vídeos levou os investigadores à conclusão de que os "vultos" que se aproximavam do local tinham apenas 10 a 12 anos de idade. "O Exército transmite advertências continuas à população palestina para que evite se aproximar dos lançadores de foguetes", disseram os porta-vozes. As advertências são feitas por meio de "entradas" nas freqüências dos programas da mídia palestina. Segundo o analista militar do diário Haaretz, Amos Harel, "o Exército prefere atingir os lançadores quando há pessoas em volta, presumindo que se trata dos militantes responsáveis pelos ataques". O analista afirma que o próprio equipamento de lançamento de foguetes pode ser facilmente reposto, e para o Exército é mais importante tentar neutralizar os militantes. |
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