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Atualizado às: 30 de julho, 2007 - 19h26 GMT (16h26 Brasília)
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EUA doam bilhões em ajuda militar a Egito e Israel
Condoleezza Rice
Rice: dinheiro ajudará a conter influência de Irã e Al-Qaeda
Os Estados Unidos vão gastar bilhões de dólares em ajuda militar para os seus aliados no Oriente Médio, confirmou a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em um anúncio nesta segunda-feira.

Israel vai receber US$ 30 bilhões (cerca de R$ 57,6 bilhões) e o Egito vai receber US$ 13 bilhões (quase R$ 25 bilhões). Também estão sendo discutidos acordos com a Arábia Saudita e mais países do Golfo Pérsico.

Rice afirmou que o dinheiro é necessário para enfrentar influências "negativas" do Irã e da Síria, além da Al-Qaeda e do grupo militante libanês Hezbollah.

A secretária de Estado vai fazer uma viagem à região junto com o secretário de Defesa americano, Robert Gates.

Os dois deverão visitar Egito e Arábia Saudita juntos e outros países separadamente.

Oposição

Rice e Gates deverão pedir maior cooperação ao rei Abdullah da Arábia Saudita para estabilizar o Iraque.

"Estamos ajudando a fortalecer as capacidades defensivas de nossos parceiros e planejamos iniciar discussões com a Arábia Saudita e outros Estados do Golfo sobre a proposta de um pacote de tecnologias militares que vai ajudá-los nas suas habilidades para garantir a paz e estabilidade na região", disse Rice em uma declaração.

Mas o acordo tem seus opositores em Washington.

Dois congressistas democratas de Nova York, Anthony Weiner e Jerrold Nadler, disseram no domingo que vão apresentar um projeto de lei para bloquear ajuda militar à Arábia Saudita.

"A Arábia Saudita não deveria ganhar nem um pouco do apoio militar dos Estados Unidos até que denuncie de forma inequívoca o terrorismo e tome medidas concretas para evitar sua ocorrência", disse Weiner em uma entrevista coletiva.

Os congressistas lembraram que 15 dos 19 seqüestradores que executaram os ataques de 11 de setembro de 2001 eram cidadãos sauditas.

No domingo o embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, acusou a Arábia Saudita de prejudicar os esforços pela estabilização do Iraque.

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