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Rice pede que palestinos e israelenses tracem 'agenda comum' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fez um apelo a autoridades palestinas e israelenses para que cheguem a uma agenda comum para criar o que ela chamou de horizonte político para os palestinos. Após um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, Rice disse que era necessário obter um compromisso renovado de todas as partes envolvidas no processo de paz no Oriente Médio. "Nós estamos em uma situação na qual uma abordagem bilateral, na qual eu falo em paralelo com as partes para encontrar uma abordagem comum, é a melhor forma", afirmou Rice, em uma entrevista coletiva com Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia. No encontro com Abbas, ela defendeu que é essencial que os palestinos renunciem à violência e reconheçam o Estado de Israel. Em seguida, a secretária de Estado viajou para Jerusalém, onde se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. Condoleezza Rice esteve antes no Egito, onde discutiu com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, formas de retomar o processo de paz. Num intenso vaivém diplomático, Rice deverá se encontrar novamente com Abbas nesta segunda-feira na Jordânia, onde será recebida pelo rei Abdullah 2º, antes de voltar para Israel para mais conversas. Ela admitiu, no entanto, que a sua última iniciativa para reavivar as negociações israelopalestinas não produziriam nenhum grande avanço imediato - ou "big bang", nas suas palavras. Governo palestino Rice reconheceu que as negociações exigem mais cautela depois da formação de um governo de unidade nacional entre o Fatah, de Abbas, e o Hamas. A composição política foi feita depois que o Hamas – que vinha dominando o gabinete desde a vitória nas eleições de janeiro de 2006 – concordou em dividir o poder com a facção Fatah, do presidente Abbas. Os Estados Unidos, no entanto, não reconheceram o governo de união nacional palestino e se recusa a lidar com os ministros que são membros do grupo islâmico Hamas, que chama de terrorista. Esta é a sétima viagem de Rice à região em oito meses, mas a primeira desde a criação do governo de unidade nacional palestino. O correspondente da BBC Jonathan Beale, que está viajando com Condoleezza Rice, disse que há um novo senso de urgência em lidar com o conflito israelopalestino, em parte porque nações árabes dizem que a resolução do problema é essencial para a estabilidade do Iraque e do resto da região. Em entrevista à BBC, o embaixador dos EUA em Bagdá, Zalmay Khalilzad, que está deixando o cargo, disse que a violência entre sunitas e xiitas em Bagdá está gerando uma divisão sectária em todo o Oriente Médio. |
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