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Atualizado às: 25 de janeiro, 2008 - 09h40 GMT (07h40 Brasília)
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Pacote econômico nos EUA impulsiona bolsas na Ásia
bolsa na Ásia
Mercados da Ásia se recuperaram após fortes quedas na semana
O anúncio da Casa Branca sobre o acordo fechado entre o governo americano e o Congresso para o lançamento de um pacote de estímulo à economia americana impulsionou as bolas asiáticas, que fecharam a sexta-feira em alta, após uma semana de forte turbulência.

O pacote emergencial de US$ 150 bilhões, que prevê, entre outros benefícios, a redução e restituição de impostos para famílias e incentivos a empresas, animou os investidores da Ásia, agora mais esperançosos de que a demanda por bens asiáticos não diminuirá.

Na bolsa da Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 6,73% e, em Tóquio, o índice Nikkei acumulou ganhos de 4,10%.

Os mercados da Coréia do Sul, Taiwan e Austrália também encerraram o pregão em alta.

“A bolsas estão reagindo à notícia de que Bush e o Congresso concordaram em acelerar a redução e restituição de impostos para os consumidores, o que significa que eles podem continuar comprando os produtos asiáticos”, afirmou Francis Lun, da consultoria Fulbright Securities.

Europa

O otimismo da Ásia foi acompanhado pelas bolsas da Europa, que operam em alta nesta sexta-feira.

Às 9h de Londres (7h no horário de Brasília), o índice FTSE da bolsa de Londres operava em alta de 1,50%. Em Frankfurt, o índice DAX acumulava ganhos de 2,28% e, em Paris, a bolsa registrava alta de 1,41%.

O pacote emergencial, cujas linhas gerais já haviam sido anunciadas pelo presidente George W. Bush na semana passada, tem o objetivo de evitar que a economia americana entre em recessão.

O acordo aconteceu dois dias depois de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) ter anunciado a redução da taxa de juros de 4,25% para 3,5%, um corte de 0,75 ponto percentual, o maior em 25 anos.

Calcula-se que 117 milhões de famílias americanas serão beneficiadas por restituições de imposto de até US$ 600 por indivíduo, para quem ganha até US$ 75 mil por ano, ou US$ 1,2 mil por casal, com ajuda extra de US$ 300 por cada filho.

Do montante total previsto, US$ 100 bilhões serão destinados a restituições de impostos para famílias e US$ 50 bilhões em cortes de impostos para empresas.

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