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Atualizado às: 22 de janeiro, 2008 - 22h23 GMT (20h23 Brasília)
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Bush está aberto a mudanças em pacote, diz porta-voz
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush
Bush teve uma reunião com congressistas para discutir o pacote
Uma porta-voz da Casa Branca disse nesta terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush está aberto à possibilidade de mudar sua proposta de pacote econômico para evitar uma possível recessão no país e impulsionar a economia americana.

“Nós não estamos fechando nenhuma porta”, disse a porta-voz Dana Perino. “O tamanho do pacote ainda precisa ser definido.”

“Mas ele (Bush) acredita que ele (o pacote) deve ser de cerca de 1% do PIB (aproximadamente US$ 145 bilhões) para ter um impacto.”

O presidente americano teve nesta terça-feira uma reunião com líderes do Congresso americano para discutir o pacote e negociar a sua aprovação. Na ocasião, o presidente reforçou sua disposição de negociar com os legisladores.

“Eu acredito que podemos encontrar um denominador comum para fazer algo que seja grande e eficiente o suficiente para que uma economia que é essencialmente forte ganhe um impulso, para garantir que esta incerteza não se traduza em mais problemas econômicos para nossos trabalhadores e pequenos empresários”, disse Bush.

O pacote de Bush, anunciado na sexta-feira, deve incluir incentivos para ativar o consumo, como restituições de impostos, ajudas financeiras a pessoas pobres atingidas pela crise e também descontos nos impostos para empresas.

Fed

As declarações de Bush foram feitas mo mesmo dia em que o Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central americano) anunciou um corte inesperado nas taxas de juro, depois que as bolsas de valores de todo o mundo reagiram com fortes baixas ao pacote anunciado por Bush na sexta-feira.

O anúncio do Fed provocou uma reação positiva em boa parte dos mercados europeus e no Brasil, mas foi incapaz de evitar que as principais bolsas de valores americanas fechassem o dia com novas baixas.

Em Nova York, o Índice Dow Jones, da bolsa de valores de Nova York, encerrou o dia em -1,06%, enquanto o índice da bolsa Nasdaq, especializada em empresas de alta tecnologia, recuou -2,04%.

Novos dados divulgados por alguns dos principais bancos americanos colaboraram para manter o pessimismo dos investidores.

O lucro do Bank of America caiu de US$ 5,26 bilhões no último trimestre de 2006 para US$ 268 milhões no mesmo período do ano passado, enquanto o banco Wachovia anunciou ter tido ganhos de apenas 51 milhões nos últimos três meses do ano.

Depois de despencar 6,6% na segunda-feira, o Índice Bovespa, da bolsa de São Paulo, seguiu um caminho diferente do trilhado por Wall Street e recuperou um pouco de suas perdas, fechando o dia em 4,45% – mas ainda abaixo do patamar de 60 mil pontos.

No mercado de câmbio, houve recuo de 2,02% na cotação do dólar para venda, que encerrou o dia em R$ 1,793.

Nos mercados europeus, a decisão do Fed levou a uma alta de 2,9% no índice FTSE, da bolsa de Londres, e de 2,07% no CAC de Paris – mas foi incapaz de impedir uma baixa de 0,31% em outro importante índice europeu, o DAX, de Frankfurt.

Na Ásia - onde os pregões fecharam antes do anúncio do Fed -, as principais bolsas ainda navegavam no mar de pessimismo do dia anterior e fecharam em fortes baixas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ficou em -8,65% e, em Tóquio, o Nikkei encerrou o dia em -5,65%.

Luminoso com o índice Hang Seng em Hong KongCrise financeira
Contágio será limitado em emergentes, dizem analistas.
Bolsa de Nova YorkWall Street Journal
Mercados emergentes sentem 'puxão' dos EUA, diz jornal.
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