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Bolsas da Europa têm maiores baixas desde 2001 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As principais bolsas de valores européias tiveram no fechamento desta segunda-feira suas quedas mais acentuadas desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. O maior recuo, de 7,16%, foi registrado no DAX, o índice da bolsa de valores de Frankfurt. Em Paris, o CAC caiu 6,83% e, em Londres, o índice FTSE encerrou o dia em baixa de 5,5%. Na ausência de indicadores vindos dos Estados Unidos, onde é feriado nesta segunda-feira, a bolsa de valores de São Paulo seguiu a tendência européia e também terminou em forte baixa. O índice Bovespa fechou o dia com queda de 6,6%. No sentido contrário, o dólar registrou uma valorização de 2,46% e terminou vendido a R$ 1,83. Segundo analistas, as quedas estão associadas ao temor cada vez mais crescente de uma recessão nos Estados Unidos e à decepção dos investidores com as medidas anunciadas na sexta-feira pelo governo americano para amenizar os efeitos da crise. Estados Unidos e Ásia Nos Estados Unidos, apesar de não haver pregão, as projeções futuras para a bolsa de valores de Nova York indicam que o pregão deve abrir na terça-feira com uma baixa de 400 pontos. Na sexta-feira, Wall Street havia fechado em baixa, com o índice Dow Jones perdendo 4% no acumulado da semana. A Ásia também ecoou nesta segunda-feira a ressaca desse pessimismo vindo dos Estados Unidos. O índice Nikkei de Tóquio fechou com queda de 3,8%, no nível mais baixo desde outubro de 2005. Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou o pregão com perdas de 5,49%, e o índice SSE Composite de Xangai caiu 5,1%. Grande parte das empresas manufatureiras da Ásia exporta para os Estados Unidos, e uma redução no consumo dos americanos significa desempenho fraco para as companhias da região. Além disso, a noção de que os bancos asiáticos teriam sofrido menos que os europeus e americanos com a crise de crédito no mercado imobiliário dos Estados Unidos, desencadeada ano passado, está sendo questionada. Subprime Os problemas econômicos nos Estados Unidos começaram a ser sentidos no ano passado e têm relação com o mercado do chamado subprime, crédito imobiliário para pessoas consideradas de alto risco de inadimplência. Muitas pessoas que contraíram essas dívidas hipotecárias não estão conseguindo honrar seus compromissos, o que têm provocado prejuízos a instituições bancárias que ofereciam o crédito imobiliário. Nesse cenário, os consumidores, endividados, reduzem seu consumo, e os bancos diminuem a disponibilidade de crédito para investidores. O pacote para amenizar os efeitos da crise, anunciado pelo presidente americano George W. Bush, oferece descontos no pagamento de impostos e medidas para aumentar o consumo. No entanto, não se sabe ao certo se essas medidas são suficientes. *Colaborou Marina Wentzel, de Hong Kong para a BBC Brasil |
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