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Atualizado às: 21 de janeiro, 2008 - 15h22 GMT (13h22 Brasília)
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Pacote de Bush 'não ataca causas do problema', dizem analistas

mercado imobiliário
Mercado imobilário sofre grandes perdas com inadimplência
O pacote de incentivos para a economia americana anunciado na última sexta-feira pelo presidente George W. Bush não ganhou a confiança dos investidores porque não apresenta soluções realistas para o problema do crédito, avaliam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

"A essência do problema é que se emprestou muito dinheiro a quem não se devia emprestar, e isso é que tem que mudar", avalia Wilber Colmerauer, diretor da Liability solutions, corretora de um fundo de Hedge Funds.

"O estopim da volatilidade que vemos agora foi a inadimplência no setor imobiliário americano", defende Colmerauer. "A solução disso não está nem no corte de impostos nem na criação de incentivo fiscal, mas sim numa reestruturação das linhas de crédito."

Alan Nesbit, vice-diretor global de mercados emergentes da corretora de investimentos First State Investments, afirma que a economia americana está "fora de forma e com muitas dívidas".

Nesbit aponta que, apesar dos cerca de US$ 145 bilhões em ajuda prometidos, investidores como ele estão "céticos" porque "não está claro como medidas superficiais podem realmente ajudar", diz.

"É que o pacote só ataca os sintomas, não as causas", resume Andrew Freris, economista-chefe de pesquisa de crédito na Ásia, do banco BNP Paribas em Hong Kong.

"Ações como o subsídio das hipotecas seriam um tipo de medida que ajudaria muito mais, por exemplo", avalia Freris.

Emergentes

Os três analistas concordam que a os mercados emergentes têm sofrido "demasiado" com a volatilidade nos últimos dias, mas que não são vistos como "inseguros" a longo prazo. Trata-se de um "remanejamento por necessidade de liquidez".

"Com os juros baixos, surgiram muitos fundos que investiram dinheiro conseguido com empréstimos", diz Colmerauer.

"Como os bancos agora precisam obter liquidez a todo custo, os empréstimos não estão sendo renovados, o que obriga os administradores a liquidar suas aplicações, que muitas vezes são em papéis emergentes."

"Se o Brasil ou qualquer outro país está pagando excelentes retornos, é sinal de que é hora de retirar o dinheiro", diz Nesbit. "Esse é o movimento natural dos investidores, mesmo que as perspectivas de retorno a longo prazo sejam melhores ainda."

No caso da China e de Hong Kong, "estatísticas importantes serão anunciadas nos próximos dias, e há temores de que não sejam positivas", diz Freris.

"Mas quando o mercado está nervoso como agora o que se vê são movimentos irracionais e quedas desproporcionais", conclui Colmerauer.

Diante do crescente temor de uma recessão nos Estados Unidos, os mercados de toda Ásia e da Europa registraram forte queda nesta segunda-feira.

Bolsa de Nova YorkWall Street Journal
Mercados emergentes sentem 'puxão' dos EUA, diz jornal.
Luminoso com o índice Hang Seng em Hong KongCrise financeira
Contágio será limitado em emergentes, dizem analistas.
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OCDE prevê crescimento forte para o Brasil.
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