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Bush e Congresso fecham acordo para pacote econômico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Casa Branca e o Congresso americano, que é dominado pelo Partido Democrata, de oposição, chegaram nesta quinta-feira a um acordo para lançar um pacote de estímulo econômico no valor de US$ 150 bilhões (cerca de R$ 268 bilhões). O pacote emergencial, cujas linhas gerais já haviam sido anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na semana passada, antes da conclusão das negociações com o Congresso, prevê redução e restituição de impostos para famílias e incentivos a empresas e tem o objetivo de evitar que a economia americana entre em recessão. Calcula-se que 117 milhões de famílias americanas serão beneficiadas por restituições de imposto de até US$ 600 por indivíduo, para quem ganha até US$ 75 mil por ano, ou US$ 1,2 mil por casal, com ajuda extra de US$ 300 por cada filho. Do montante total previsto, US$ 100 bilhões serão destinados a restituições de impostos para famílias e US$ 50 bilhões em cortes de impostos para empresas. Espera-se que pacote ajude a acalmar os mercados. Na manhã desta sexta-feira, depois do anúncio do acordo, as bolsas asiáticas operavam em alta. O anúncio do acordo foi feito dois dias depois de o Federal Reserve (o Banco Central americano) ter reduzido a taxa de juros de 4,25% para 3,5%. O corte de 0,75 ponto percentual foi o maior em 25 anos e buscou acalmar os mercados, depois de fortes quedas sofridas nas bolsas de todo o mundo. Urgência O pacote precisa ser aprovado pelo Senado e depois sancionado por Bush. O presidente americano afirmou que é preciso que o acordo se transforme em lei o mais rápido possível, "porque o país precisa desse impulso à economia neste momento". Econmistas também afirmam que o pacote deve implementado o mais rápido possível, antes que seja tarde demais. "Não posso dizer que estou totalmente satisfeita com o pacote, mas sei que ele vai ajudar a estimular a economia", disse a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi. "Mas, se (o pacote) não ajudar, então haverá mais pela frente." Pelosi afirmou que o Congresso trabalharia para implementar o pacote o mais cedo possível. Na quarta-feira, Pelosi esteve reunida por mais de cinco horas com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e com o líder republicano John Boehner para elaborar o acordo. Alguns políticos americanos, no entanto, expressaram o temor de que o pacote possa provocar danos maiores às finanças do governo. |
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