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Bolsas sobem na Europa após altas na Ásia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de uma semana de forte turbulência, os mercados de ações da Europa e da Ásia registraram altas em meio à onda de otimismo gerada pelo acordo entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos selando o lançamento de um pacote de estímulo à economia americana. Em Londres o índice FTSE abriu com alta de 1%, enquanto o índice alemão, o Dax, de Frankfurt, registrava alta de 2,55%. O otimismo motivado pelo pacote americano já havia gerado altas acentuadas na Ásia. Na bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 6,73% e, em Tóquio, o índice Nikkei subiu 4,10%. O pacote emergencial dos Estados Unidos de US$ 150 bilhões, que prevê, entre outros benefícios, a redução e restituição de impostos para famílias e incentivos a empresas, animou os investidores da Ásia, agora mais esperançosos de que a demanda por bens asiáticos não diminuirá. "As bolsas estão reagindo à notícia de que Bush e o Congresso concordaram em acelerar a redução e restituição de impostos para os consumidores, o que significa que eles podem continuar comprando os produtos asiáticos", afirmou Francis Lun, da consultoria Fulbright Securities. Volatilidade Alguns analistas, no entanto, esperam mais volatilidade nos mercados, no curto prazo. "Esperamos ganhos altos e também perdas nos próximos dias e semanas. Os Estados Unidos tomaram medidas para estabilizar os mercados, mas ainda devem chegar notícias ruins", disse Heinz-Gerd Sonnenschein, estrategista do Postbank da Alemanha. O pacote emergencial, cujas linhas gerais já haviam sido anunciadas pelo presidente George W. Bush na semana passada, tem o objetivo de evitar que a economia americana entre em recessão. O acordo entre o governo e o Congresso aconteceu dois dias depois de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) ter anunciado a redução da taxa de juros de 4,25% para 3,5%, um corte de 0,75 ponto percentual, o maior em 25 anos. Calcula-se que 117 milhões de famílias americanas serão beneficiadas por restituições de imposto de até US$ 600 por indivíduo, para quem ganha até US$ 75 mil por ano, ou US$ 1,2 mil por casal, com ajuda extra de US$ 300 por cada filho. Do montante total previsto, US$ 100 bilhões serão destinados a restituições de impostos para famílias e US$ 50 bilhões em cortes de impostos para empresas. |
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