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Atualizado às: 10 de janeiro, 2008 - 12h42 GMT (10h42 Brasília)
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Bush diz crer em acordo no Oriente Médio até fim do ano

Bush e Abbas
Durante a visita, Bush quer retomar as negociações de paz
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta quinta-feira, depois de se reunir com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em Ramallah, que acredita que um acordo de paz entre israelenses e palestinos será assinado antes do final de seu mandato, que termina no começo de 2009.

No entanto, Bush não propôs maneiras novas e concretas para criar um avanço significativo nas negociações, estagnadas desde a conferência internacional de novembro, em Annapolis (EUA).

O presidente Bush foi nesta quinta feira à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, para se encontrar com o presidente palestino Mahmoud Abbas e com o primeiro-ministro Salam Fayad. No dia anterior, ele havia se reunido com os líderes políticos israelenses.

Os presidentes americano e palestino conversaram menos de uma hora e, em seguida, deram uma entrevista à imprensa.

Abbas agradeceu o apoio do presidente Bush à ideia da criação de um Estado palestino, e Bush elogiou o empenho de Abbas em promover a "democracia e a liberdade".

Frustração

O presidente Abbas declarou que "o povo palestino quer um futuro diferente, sem pontos de checagem, sem muros, sem assentamentos".

Bush disse que "entende a frustração dos palestinos quando têm que parar nos pontos de checagem israelenses, mas também entende as necessidades de segurança de Israel".

O presidente americano também disse que acredita que tanto Abbas como o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, "têm intenções sérias de promover a solução de dois Estados democráticos, lado a lado".

Respondendo à pergunta de um dos jornalistas no local, o presidente americano expressou "preocupação com a expansão dos assentamentos israelenses". No entanto, Bush não exigiu o congelamento imediato da construção dos assentamentos como os palestinos haviam pedido.

Segurança

Para receber o presidente Bush em Ramallah, a Autoridade Palestina preparou um esquema de segurança sem precedentes. Além de centenas de agentes americanos, 3 mil policiais palestinos foram mobilizados para garantir a segurança da visita.

Nos últimos dias, as vias de acesso ao gabinete de Abbas foram escavadas e reasfaltadas, para assegurar que bombas não tinham sido colocadas nos locais por onde a comitiva de Bush iria passar.

Todos os moradores dos prédios próximos ao gabinete do presidente Abbas foram proibidos de sair de suas casas antes do final da visita.

Os policiais palestinos que participaram da operação foram selecionados. Aqueles que têm parentes presos em Israel ou familiares que foram mortos no conflito, foram dispensados do trabalho nesta quinta-feira.

Até a mesa ao redor da qual os líderes se sentaram para conversar foi levada pela equipe da Casa Branca, especialmente dos Estados Unidos, "por razões de segurança".

O Hamas condenou a visita do presidente americano à Ramallah. De acordo com um dos líderes do Hamas, Halil Abu Leila, a Autoridade Palestina devia ter prendido o líder americano.

"Bush é o terrorista numero um do mundo e quando entrar nos territórios palestinos deve ser preso por crimes contra os palestinos", disse Abu Leila.

Conflito no Oriente MédioOriente Médio
Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
Presidente de Israel, Shimon Peres, Goerge W.Bush e premiê de Israel, Ehud Olmert, em Tel Aviv, 09/01/08.Visita de Bush
Israel recebe Bush com mega-esquema de segurança.
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