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Atualizado às: 27 de dezembro, 2007 - 19h13 GMT (17h13 Brasília)
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Israel recusa apelo palestino contra assentamento
Ehud Olmert e Mahmoud Abbas. Crédito: AP
Este foi o primeiro encontro desde a Conferência de Annapolis
Novas negociações entre o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, fracassaram nesta quinta-feira em resolver o impasse sobre os planos israelenses de ampliar o assentamento judeu de Har Homa, em Jerusalém Oriental.

Abbas foi recebido na residência do primeiro-ministro israelense em Jerusalém. O encontro desta quinta-feira foi o primeiro entre os dois líderes desde a Conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, em novembro.

Autoridades palestinas afirmam que Abbas pressionou o primeiro-ministro israelense a suspender a construção de 300 novas casas em Har Homa.

No entanto, de acordo com representantes do governo israelense, Olmert não concordou em atender aos apelos palestinos pelo congelamento dos planos de expansão do bairro judeu.

Israel afirma que tem o direito de construir novas casas dentro dos assentamentos que já existem na Cisjordânia, mas os palestinos afirmam que os planos israelenses são um obstáculo às negociações de paz.

Diferenças

Correspondentes na região afirmam que é difícil prever se Abbas e Olmert vão conseguir superar as diferenças e acelerar as negociações antes da primeira visita do presidente americano George W. Bush a Israel e aos territórios ocupados, programada para o mês que vem.

Durante o encontro em Annapolis, os dois líderes haviam declarado que fariam o possível para chegar a um acordo de paz até o final de 2008.

Para os palestinos, a região de Har Homa, construída em uma área chamada por eles de Jabal Abu Ghneim, é o último elo na cadeia de assentamentos que circunda Jerusalém Oriental, área que os palestinos querem usar como futura capital do Estado Palestino.

O governo palestino reluta em retomar as negociações sobre os refugiados, as fronteiras de Jerusalém e a água da região enquanto o governo israelense não garantir o fim das construções no assentamento.

Israel afirma que vai seguir com as construções, que são "um crescimento natural dos assentamentos dentro das fronteiras já definidas".

O governo israelense diz ainda que a promessa de não construir novos assentamentos não se aplica a Jerusalém Oriental.

Israel ocupou Jerusalém Oriental durante a guerra de 1967 e anexou a região ao país logo depois, mesmo sem o reconhecimento internacional.

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