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Abbas e Olmert se preparam para visita de Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert e o presidente palestino Mahmoud Abbas devem se reunir em Jerusalém nesta terça-feira, na véspera da chegada do presidente americano George W. Bush ao Oriente Médio. Em novembro passado, na conferência de paz de Annapolis, nos Estados Unidos, Abbas e Olmert se comprometeram a negociar com o objetivo de chegar a uma solução que inclua dois Estados, um israelense e outro palestino, até o fim deste ano. Mas os conflitos sobre os assentamentos israelenses em territórios ocupados e sobre a segurança têm dificultado o processo. Bush espera dar novo impulso ao diálogo quando chegar para sua primeira visita como presidente à região na quarta-feira. Violência em Gaza Segundo fontes dos dois governos, o encontro de Jerusalém foi marcado para aproveitar o clima de diálogo entre as duas partes, surgido em Annapolis. Espera-se que os dois lados consigam chegar a um acordo sobre a estrutura das negociações finais. Mas, segundo a correspondente da BBC em Jerusalém, Bethany Bell, a questão dos assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental e os ataques de militantes palestinos com mísseis contra território israelense também devem constar da pauta do encontro. Olmert já expressou preocupação sobre um ataque em particular, que chegou até a cidade de Ashkelon, a 15 quilômetros da fronteira. Por seu lado, os palestinos estão irritados com o plano israelense de construir mais de 300 novas casas em uma área em Jerusalém Oriental. Os palestinos também acusam os israelenses de aumentar os ataques nos territórios ocupados às vésperas da visita de Bush, e uma outra questão são os postos israelenses na Cisjordânia. Gaza Abbas ainda enfrenta o problema da Faixa de Gaza, que atualmente está sob o controle do grupo militante Hamas, desde que sua facção, o Fatah, foi deposta, em meados do ano passado. Nos últimos meses, os líderes têm se reunido com frequência, mas até agora, nenhum progresso foi divulgado. Analistas afirmam que as negociações finais poderão ocorrer em segredo, com grupos de trabalho criados para lidar com questões específicas. Bush chega à região nesta quarta-feira para uma missão de três dias. Antes de sua partida, ele deu uma série de entrevistas à imprensa da região em que expressou otimismo quanto a um acordo, mas evitou determinar um prazo. De acordo com o correspondente da BBC, Matthew Price, os Estados Unidos estão promovendo uma "agenda da liberdade", que prevê a democracia como contrapartida ao terrorismo. Mas, segundo Price, enquanto a política fica bem no papel, em Washington, ela é menos convincente nas ruas do mundo árabe. |
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