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Bush diz que fará pressão por avanço em processo de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse estar disposto a exercer pressão para que as negociações de paz no Oriente Médio avancem. "Se é preciso que haja pressão então saibam que eu a providenciarei", disse ele após uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Ele falou no início do que chamou de "visita histórica" à região para tentar dar impulso ao processo de paz relançado com a uma conferência em novembro na cidade americana de Annapolis. Entretanto, poucas horas depois de sua chegada a Israel, fontes palestinas informaram que forças israelenses mataram três pessoas na Faixa de Gaza. Pelo menos cinco pessoas foram feridas. Os palestinos acusam Israel de ter intensificado ataques na véspera da visita de Bush. A última incursão israelense em Gaza veio em resposta a ataques de mísseis disparados do território palestino contra Israel. Olmert, falando ao lado de Bush após a reunião entre ambos, disse que Israel não iria tolerar ataques desse tipo. "Não haverá paz enquanto o terror não acabar", disse ele. 'Nova oportunidade' Bush desembarcou nesta quarta-feira em Israel e foi recebido pelo presidente Shimon Peres e o primeiro- ministro do país, Ehud Olmert. Na chegada ao país, o líder americano afirmou que acredita em "uma nova oportunidade para a paz na terra santa". Um dos principais temas da visita de Bush ao país deve ser a negociação de paz entre israelenses e palestinos, que estão estagnadas desde a Conferência de Annapolis. Durante o encontro, em novembro passado, nos Estados Unidos, Olmert e o presidente palestino Mahmoud Abbas se comprometeram a negociar com o objetivo de chegar a uma solução que inclua dois Estados, um israelense e outro palestino, até o fim deste ano. Mas profundas diferenças sobre os assentamentos israelenses em territórios ocupados e sobre o status de Jerusalém têm dificultado o processo. Olmert e Abbas se reuniram em Jerusalém na véspera da chegada do presidente americano para discutir a fronteira entre um futuro estado palestino e a situação de Jerusalém. A correspondente da BBC em Jerusalém, Bethany Bell, afirmou que os ataques de militantes palestinos com mísseis contra território israelense também permanecem na pauta dos líderes. Na terça-feira, Bush irá se encontrar com líderes palestinos para dar novo impulso ao diálogo. Hamas Apesar da boa recepção na chegada do presidente, a visita oficial não foi bem recebida pelo grupo militante Hamas, que controla a Faixa de Gaza e foi o vencedor das eleições palestinas. "Bush não é bem-vindo porque ele é uma das principais razões do sofrimento do povo palestino", afirmou à BBC Sami Abu-Zhuri, oficial do Hamas. "Ele veio à região para trazer apoio moral, político e material para a ocupação israelense e também para aumentar a separação interna da Palestina", disse Zhuri. Irã Outro assunto a ser discutido durante a visita de Bush ao país deve ser o projeto nuclear iraniano. O relatório dos serviços de inteligência americano, segundo o qual o Irã teria interrompido o projeto nuclear para fins militares, despertou preocupação em Israel. Bush deve utilizar a visita para reiterar o compromisso do governo americano com a segurança de Israel. Durante a recepção do líder norte-americano em Tel Aviv, o presidente de Israel, Shimon Peres, pediu a Bush para "parar a loucura do Irã e dos grupos militantes Hezbollah e Hamas". Peres também alertou o Irã para "não subestimar a decisão sobre a auto-defesa [do país]". Agenda A visita a Israel marca o início da uma viagem de oito dias que o presidente norte-americano deve fazer pelo Oriente Médio. Depois de Israel, Bush seguirá para o Kuwait e em seguida irá para Barein, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Egito. Em Israel, onde Bush ficará até sexta-feira, o presidente está sendo recebido com um dos maiores esquemas de segurança da história do país. Mais de 8 mil policiais (cerca de um terço dos efetivos da polícia) estarão mobilizados durante as 48 horas da visita do presidente americano. Na quinta–feira, Bush viajará para Ramallah, na Cisjordânia, para se encontrar com o presidente palestino Mahmoud Abbas e com o primeiro ministro Salam Fayad. Na sexta-feira, último dia da visita ao país, o presidente Bush deverá visitar o Museu do Holocausto em Jerusalém e também deve viajar para a Galiléia, no norte de Israel, para visitar o Monte das Beatitudes, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo fez o Sermão da Montanha. |
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