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Para Putin, eleição russa foi legítima e sinal de força | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que as eleições parlamentares de domingo foram legítimas e um sinal do crescimento da força econômica e política do país. Putin descreveu o pleito como um "bom exemplo de estabilidade política doméstica". "O sentimento de responsabilidade de nossos cidadãos é a mais importante indicação de que nosso país está se fortalecendo, não apenas economicamente e socialmente, mas também politicamente." De acordo com o líder russo, a quantidade de pessoas que votou e será representada no Parlamento é maior do que na última legislatura, o que dá peso ao processo eleitoral. "Sem dúvida, a legitimidade do Parlamento russo cresceu", disse o presidente. "Se a Duma (câmara baixa do Parlamento russo) anterior, em sua quarta legislatura, recebeu o apoio de 70% dos eleitores, a Duma atual tem o respaldo de 90% dos eleitores, porque apenas 10% dos eleitores votaram em partidos que não obtiveram cadeiras no Parlamento." Manifestação Cerca de dez mil membros de um grupo de jovens que apóia o presidente, o Nashi, saíram às ruas de Moscou nesta segunda-feira para celebrar a vitória do principal partido pró-Putin, o Rússia Unida. Com 98% dos votos contados, o Rússia Unida recebeu cerca de 64% do total. O Partido Comunista da Federação Russa deve compor a segunda força do Parlamento e ser a única fonte de oposição ao governo na Duma, ao receber pouco mais de 11% dos votos. Dois partidos pró-Kremlin, o Rússia Justa e o Partido Liberal Democrático da Rússia, também conquistaram vagas no Parlamento, com mais de 7% dos votos – o patamar mínimo previsto pela legislação eleitoral. Mas a oposição russa e a comunidade internacional manifestaram preocupação em relação à eleição – que foi definida por um dos líderes da oposição, Gary Kasparov, como a "mais suja" da história do país. Aliados políticos de Putin se uniram ao presidente em defesa da eleição e de sua lisura. Um membro recém-eleito do Parlamento pelo Rússia Unida, Sergei Markov, disse que é "tecnicamente impossível" que estudantes tenham sido pressionados a votar no partido dele, como alguns deles alegaram. "Como você imagina que as pessoas possam intimidar os estudantes para que votem no Rússia Unida?", questionou Markov. "Os estudantes são suficientemente instruídos. Eles vêm às sessões eleitorais, e como alguém pode controlá-los." |
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