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Observadores dizem que eleições russas 'não foram justas' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Observadores internacionais disseram que as eleições parlamentares do último domingo na Rússia, vencidas pelo partido do presidente Vladimir Putin, "não foram justas". A declaração foi feita nesta segunda-feira, em Moscou, por uma equipe da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês) e do Conselho da Europa. Numa entrevista à imprensa, os observadores disseram que as eleições russas "não cumpriram diversos compromissos e padrões estabelecidos pela OSCE e pelo Conselho da Europa para eleições democráticas". Segundo a equipe, o pleito "aconteceu numa atmosfera que limitava gravemente a competição política" e "não havia um ambiente político uniforme" no país. Com mais de 98% dos votos apurados, o partido do presidente Vladimir Putin, o Rússia Unida, tinha 64,1% dos votos. A OSCE enviou à Rússia um grupo de observadores menor que o planejado inicialmente, acusando Moscou de postergar a emissão de vistos e causar dificuldades. No fim, 330 funcionários das duas organizações monitoraram o pleito em mais de 100 mil zonas eleitorais. Resultado contestado Segundo a comissão eleitoral, o comparecimento às urnas foi alto, com participação de mais de 60% dos eleitores russos. Além do partido Rússia Unida, de Putin, o partido Comunista, de oposição, teria conseguido garantir os votos necessários para ingressar na Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. Outras duas siglas - o Rússia Justa e o Partido Liberal Democrata - aliadas de Putin, também devem assegurar a entrada na Duma, que exige um mínimo de 7% dos votos. O Partido Comunista afirmou que vai contestar o resultado das eleições e decide, em reunião nesta segunda-feira, se vai boicotar o novo parlamento. "Não confiamos nos resultados anunciados pela comissão eleitoral e vamos conduzir uma contagem paralela", afirmou o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov. Zyuganov já havia comentado que as eleições deste domingo foram as menos democráticas realizadas no país desde o fim da União Soviética. Em Washington, um porta-voz da Casa Branca disse que as autoridades russas deveriam investigar as alegações de fraude. O órgão independente de monitoramento Golos disse que recebeu queixas de fraudes em todas as partes do país. Já o diretor da comissão eleitoral da Rússia, Vladimir Churov, disse que não houve irregularidades na votação. O líder do Rússia Unida, Boris Gryzlov, admitiu que houve algumas irregularidades, mas disse que elas não devem influenciar o resultado. O futuro de Putin O presidente russo havia afirmado que um resultado positivo nas eleições iria garantir seu poder político depois que o mandato presidencial chegasse ao fim, no próximo ano. Putin é obrigado pela constituição a deixar a Presidência em março, no fim de seu segundo mandato, mas ele tem indicado que pode se candidatar ao cargo de primeiro-ministro no ano que vem. |
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