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Putin deixa tratado militar internacional às vésperas de eleições | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta sexta-feira uma lei que suspende a participação russa em um tratado internacional que limita o uso de forças militares convencionais na Europa. A Rússia já havia anunciado sua intenção de abandonar o acordo em julho passado, em meio a uma disputa sobre os planos dos Estados Unidos de instalar um escudo antimísseis no Leste Europeu. Putin assinou a lei no último dia da campanha para as eleições parlamentares de domingo. A expectativa é de que o partido governista Rússia Unida vença com ampla margem de votos. Os Estados Unidos e a União Européia haviam pedido a Putin que não se retirasse do Tratado Europeu para Forças Convencionais (CEF, na sigla em inglês), que descrevem como um marco da segurança pós-Guerra Fria. Eleições Grupos de monitoramento de eleições e de defesa dos direitos humanos acusam as autoridades russas de tentar manipular os resultados, intimidando a oposição e pressionando os eleitores a apoiar o partido governista Rússia Unida. Putin, no entanto, assegurou embaixadores estrangeiros que as eleições vão ser honestas, transparentes e "sem falhas sistemáticas", como ele próprio descreveu. O partido do líder russo apresenta a votação como um referendo sobre os oito anos do presidente no poder. No início da campanha, o próprio Putin disse que uma vitória esmagadora daria a ele o "direito moral" de continuar a exercer influência política, mesmo depois do fim de seu mandato, no início do ano que vem. Putin vai liderar a lista de candidatos do Rússia Unida nas eleições, mas ele não é um membro oficial do partido e não terá necessariamente que assumir uma cadeira no Parlamento em caso de vitória. Apesar de deixar a Presidência no ano que vem, Putin indicou que pretende continuar na vida política, possivelmente como primeiro-ministro. A eleição também tem uma diferença fundamental da última: todos os 85 governadores regionais agora são escolhidos pelo Kremlin, em vez de eleitos localmente. Segundo Nikolai Petrov, especialista em governo regional russo do Instituto Carnegie Endowment for International Peace, em Moscou, "o objetivo dos governadores é conseguir o maior número de votos possível para o partido". "É um teste para eles mostrarem sua lealdade e eficiência", acrescenta Petrov. "Eu diria que a fraude é inevitável e será mais alta do que nunca." |
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