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Atualizado às: 21 de novembro, 2007 - 18h36 GMT (16h36 Brasília)
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Países ocidentais apóiam oposição russa, diz Putin
Putin durante comício
Muitos participantes do comício eram jovens, partidários de Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta quarta-feira os países ocidentais de patrocinar seus adversários políticos nas eleições parlamentares de 2 de dezembro, com o objetivo de enfraquecer a Rússia.

Durante sua primeira aparição na campanha eleitoral, em um comício organizado pelo partido Rússia Unida, Putin dividiu o palco com cantores, atores, jornalistas e até um piloto de caças, em um evento cuidadosamente organizado pelo partido.

Putin vai liderar a lista de candidatos do Rússia Unida nas eleições, mas ele não é um membro oficial do partido e não terá necessariamente que assumir uma cadeira no Parlamento em caso de vitória.

Em seu discurso, o presidente russo comparou seus adversários a "chacais" ao dizer que tentam conseguir verbas em embaixadas de outros países e alertou que as oligarquias, que dominaram a política russa na década de 90, planejam uma volta ao cenário político.

"Eles querem voltar ao poder, para as esferas de influência e, gradualmente, restaurar o regime das oligarquias baseado em corrupção e mentiras", afirmou.

"Infelizmente, ainda há pessoas no nosso país que agem como chacais em embaixadas estrangeiras, que contam com o apoio de recursos e governos estrangeiros, mas não apóiam o seu próprio povo", acrescentou.

Provocação

Em uma aparente referência a movimentos pró-Ocidente na Ucrânia e na Geórgia, Putin também sugeriu uma possível interferência estrangeira na atuação de grupos de oposição na Rússia.

"Agora, eles querem tomar as ruas: aprenderam algo com especialistas do Ocidente e praticam isso nas repúblicas vizinhas", disse o líder russo. "Agora, eles vão fazer atos de provocação aqui."

O partido de Putin tem apoio em toda a Rússia e deve conseguir maioria nas eleições parlamentares do dia 2 de dezembro.

Apesar de deixar a Presidência no ano que vem, Putin indicou que pretende continuar na vida política, possivelmente como primeiro-ministro.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou, Richard Galpin, Putin espera conseguir, com uma vitória, o "direito moral" de seguir como um líder influente depois de deixar a Presidência russa.

Cerca de 5 mil pessoas participaram do comício desta quarta-feira. Além do partido de Putin, o evento também contou com a presença do recém-formado movimento "Para Putin", que quer que o presidente russo permaneça no cargo apesar de a Constituição do país proibir mais de dois mandatos presidenciais seguidos.

Putin disse à multidão que é importante para seus partidários a vitória nas eleições parlamentares.

"O próximo mandato parlamentar será decisivo para a ascensão da Rússia", afirmou. "Serão anos em que grandes projetos serão implementados."

"Esta eleição também é de importância vital porque vai ocorrer apenas meses antes da eleição de um novo chefe de Estado russo", acrescentou. "Se conseguirmos a vitória em dezembro, também vamos conseguir em março do próximo ano, nas eleições presidenciais."

O presidente da Rússia, Vladimir PutinPutin
Presidente russo cogita assumir cargo de primeiro-ministro
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