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Rússia quer limitar observadores eleitorais, diz OSCE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmou nesta quarta-feira que a Rússia está tentando impor restrições "sem precedentes" aos monitores da organização que devem ser enviados para observar as eleições parlamentares no país, no dia 2 de dezembro. O governo russo enviou uma carta de convite à organização estabelecendo um limite de observadores que a OSCE poderá enviar às eleições e exigindo ser consultado sobre a formação do grupo. Urdur Gunnarsdottir, porta-voz do Escritório da OSCE para Instituições Democráticas e Direitos Humanos, revelou à BBC que a carta diz que a delegação da OSCE "poderia ter até 70 pessoas", um número bem menor do que os 465 monitores enviados às últimas eleições parlamentares russas, há quatro anos. Segundo Gunnarsdottir, a carta também afirma que o governo russo "está pronto para o diálogo a respeito da composição da missão". "Isto não é normal", disse a porta-voz, acrescentando que tais condições podem limitar a chance de uma "observação significativa" do pleito e que é preciso "pensar nas implicações (disto)". Gunnarsdotir também disse que não é possível descartar, no momento, a possibilidade de a OSCE simplesmente não enviar observadores à Rússia. Convidados A OSCE é formada por 56 países da Europa, da Ásia Central e das Américas. O órgão geralmente envia observadores para monitorar eleições mediante um convite oficial do país onde elas se realizam e afirma que não discute o tamanho e a composição de suas delegações. O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov defendeu a decisão do governo russo, dizendo que as exigências respeitam “as obrigações da Federação Russa com a OSCE”. “Os observadores poderão vir ao país monitorar as eleições. O precedente dos anos anteriores não era inteiramente satisfatório. Por isso, sem colocar em risco nossas obrigações, nós temos liberdade para aplicar um sistema dentro da base de nossas obrigações que iria, no nosso ponto de vista, se encaixar no processo de eleições na Rússia.” A expectativa é de que partidos aliados ao presidente russo Vladimir Putin vençam as eleições de dezembro. Putin, que deixa o cargo de presidente da Rússia em 2008, é popular entre muitos russos devido às suas políticas econômica e exterior. Mas grupos de oposição e ativistas que defendem direitos humanos acusaram Putin de trazer de volta o autoritarismo da era soviética e temem que ocorram fraudes no pleito. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ex-líder soviético Gorbachev funda movimento político na Rússia20 de outubro, 2007 | Notícias Kasparov deve concorrer à Presidência da Rússia30 de setembro, 2007 | Notícias Bush critica Rússia por 'desvio em reformas democráticas'05 de junho, 2007 | Notícias Rússia e UE trocam críticas e expõem divisões18 de maio, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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