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Atualizado às: 01 de outubro, 2007 - 21h48 GMT (18h48 Brasília)
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Síria exige discutir Golã em reunião sobre paz
O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, concedendo entrevista
Assad disse que Israel tem "visceral antipatia" pela paz
O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, disse em entrevista à BBC que não vai participar de um encontro sobre a paz no Oriente Médio previsto para novembro a menos que a reunião também aborde os interesses sírios.

Assad disse que a reunião deve tratar especialmente da devolução das Colinas de Golã, território sírio anexado por Israel durante a guerra de 1967.

"Se eles não falarem sobre o território ocupado sírio, não, não há como a Síria participar", disse Assad. "(A reunião) deve ser sobre uma paz abrangente. Sem isso, não devemos ir, nós não iríamos."

A reunião, prevista para novembro, vem sendo promovida pelos Estados Unidos, que querem a participação de países da região nas discussões sobre o processo de paz entre israelenses e palestinos.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse no mês passado que a Síria deveria participar da reunião por ser parte de uma comissão da Liga Árabe que busca uma solução para o conflito.

Segundo o presidente sírio, qualquer oportunidade de paz na região precisa ser aproveitada, mas há pouco de substancial para tornar a reunião um sucesso.

"São necessários mais esclarecimentos", afirmou. "Até agora, não temos nenhum convite e não recebemos esclarecimentos sobre nada."

Ataque

Bashar Al-Assad também comentou uma operação militar de Israel em território sírio, ocorrida no mês passado.

No dia 6 de setembro, aviões israelenses aparentemente entraram no espaço aéreo da Síria a partir do Mar Mediterrâneo, mas Israel não confirmou a operação.

Segundo o presidente da Síria, os aviões israelenses "bombardearam um prédio, uma construção". "Ela era ligada aos militares, mas não estava sendo usada. Está sendo construída, por isso não há ninguém lá, não há nada lá", disse Assad.

"Para nós, isso (o ataque) reflete a fundamental e visceral antipatia dos israelenses em relação à paz. Assim que interpretamos isso, não importa qual seja o alvo."

Assad também ressaltou que a Síria se reserva o direito de adotar uma retaliação contra Israel.

"Retaliar não significa responder a mísseis com mísseis e a bombas com bombas. Nós temos nossas formas de retaliar, talvez politicamente", afirmou.

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