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Atualizado às: 24 de setembro, 2007 - 01h00 GMT (23h00 Brasília)
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EUA querem Síria em reunião sobre paz no Oriente Médio
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon
Blair disse que momento é de impulso no processo de paz
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse neste domingo que a Síria e outros países árabes deveriam ser convidados para um encontro internacional que irá discutir a paz no Oriente Médio, previsto para novembro.

Rice fez a declaração ao lado de representantes do chamado Quarteto, grupo formado por Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU, que lançou em 2003 um plano de paz que prevê a criação de um Estado palestino, que passaria a existir em harmonia com Israel.

Após o encontro deste domingo, o Quarteto emitiu uma declaração em que manifesta apoio à reunião de paz, que vem sendo promovida pelos Estados Unidos.

Segundo Rice, países que integram um comitê da Liga Árabe formado para acompanhar a evolução de uma proposta de paz para palestinos e israelenses, formulada em 2002 pela organização, são convidados naturais do encontro. Entre esses países estão a Arábia Saudita e Síria.

A Síria permanece tecnicamente em guerra com Israel, que anexou, em 1967, as Colinas de Golã – território que a Síria reivindica.

Plano "ambicioso"

Na reunião, o enviado do Quarteto ao Oriente Médio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, disse que o processo de paz no vive um momento de impulso e que há um plano “ambicioso, mas factível” de se ter, no fim do ano, uma visão de como seria o futuro Estado palestino.

Segundo o correspondente da BBC Jonathan Markus, que acompanhou a reunião, o ambiente não parecer ser muito propício à paz no Oriente Médio, visto que os palestinos permanecem divididos – com o Hamas controlando a Faixa de Gaza e o Fatah, a Cisjordânia – e os israelenses tendo recentemente declarado Gaza “entidade hostil”.

No encontro desde domingo, o Quarteto disse que o fluxo de ajuda humanitária à Faixa de Gaza deve continuar – o que foi uma clara advertência a Israel, que controla tudo que entra e sai do território.

Por outro lado, o grupo manifestou preocupação com os repetidos ataques de mísseis disparados da Faixa de Gaza contra alvos israelenses e com o que classificou de esforços do Hamas para reduzir a liberdade de expressão e imprensa no território.

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