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Atualizado às: 12 de setembro, 2006 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Perfil: Síria
Damasco
A Síria ganhou independência da França em 1946
Uma vez centro do Império Islâmico, a Síria cobre uma área que foi invadida e ocupada ao longo de centenas de anos por romanos, mongóis, turcos e cruzados.

País de terras férteis, montanhas e desertos, abriga diversas etnias e grupos religiosos, incluindo curdos, armênios, assírios, xiitas e drusos, assim como árabes sunitas - que compõem a maioria da população muçulmana.

A Síria moderna ganhou sua independência da França em 1946, mas passou por longos períodos de instabilidade política por causa dos interesses conflitantes desses vários grupos.

Por três anos, de 1958 a 1961, a Síria esteve unida com o Egito de Nasser, mas um golpe militar restaurou a independência, antes de o partido pan-árabe Baath assumir o controle sobre o país, em 1963.

O Baath, em particular sob o comando do ex-presidente Hafez al-Assad, governou com mão de ferro e uma política externa anti-israelense. Em 1967, a Síria perdeu as Colinas de Golã para Israel.

A guerra civil no Líbano permitiu que a Síria estendesse sua influência militar na região.

A Síria retirou suas tropas do Líbano em 2005, cedendo à forte pressão internacional que se sucedeu ao assassinato do ex-premiê libanês Rafik Hariri.

Uma investigação da ONU responsabilizou oficiais sírios e libaneses pró-Síria pelo atentado. Damasco negou qualquer envolvimento.

Síria
Política: O poder está nas mãos de uma elite, a oposição é reprimida e a economia é planejada pelo governo
Economia: O governo considera a reforma de sua economia, conduzida pelo Estado e de desempenho fraco, uma prioridade
Internacional: A Síria retirou suas tropas do Líbano em 2005 após três décadas de ocupação; os Estados Unidos impuseram sanções ao país, acusando-o de apoiar o terrorismo; a Síria é um dos maiores inimigos de Israel

O governo lida de forma dura com a oposição interna. Acredita-se que milhares de pessoas tenham sido mortas durante a repressão ao levante da Irmandade Muçulmana, em 1982, em Hama.

Após a morte de Hafez al-Assad, a Síria passou por um momento de abertura. Centenas de prisioneiros políticos foram libertados, mas a promessa de uma liberdade de expressão real e do fim da economia dominada pelo Estado não se materializou.

No cenário mundial, o país se isolou cada vez mais, sofrendo críticas por seu suposto apoio a insurgentes no Iraque.

A Síria também é vista como um dos maiores inimigos de Israel, apoiando grupos militantes que organizam ataques contra o país.

A relação atual entre os dois países ainda é influenciada pela ocupação das Colinas de Golã por Israel, região conquistada durante a guerra de 1967. As negociações entre Síria e Israel estão estagnadas desde janeiro de 2000.

Presidente Bashar al-Assad

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, provavelmente ainda estaria trabalhando como oculista não fosse a morte de seu irmão num acidente de carro, em 1994.

A morte de Basil - destinado a suceder seu pai, o presidente Hafez al-Assad - catapultou o irmão mais jovem ao poder.

Durante seus seis anos de aprendizado político antes de assumir a presidência, Bashar al-Assad completou seu treinamento militar e encontrou líderes árabes e de outras partes do mundo.

Depois que se tornou presidente, houve um breve período de abertura e reforma cautelosa. As restrições à mídia foram aliviadas e o debate político passou a ser tolerado no país, em meio a pedidos explícitos por liberdade de expressão e pluralismo.

Mas a rapidez das mudanças assustou setores como o Exército, o partido Baath e a minoria alawita. Temendo instabilidade na Síria e vendo a abertura como uma ameaça a sua influência, eles trabalharam para que a política no país voltasse a ser o que era.

Atualmente, o governo e o partido Baath são proprietários de grande parte dos meios de comunicação sírios. Críticas ao presidente e à sua família são banidas da mídia, enquanto a imprensa nacional e estrangeira é censurada quando traz qualquer material que possa ser considerado ameaçador ou vergonhoso.

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